terça-feira, 31 de maio de 2011

Programação das transmissões pela Web TV Redentor





Para expandir o número de pessoas a que a evangelização chega, a Web TV Redentor estreou seu site próprio. Agora, através do endereço www.redentor.tv.br , os conectados à internet — que antes acompanhavam as informações pelo Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro (www.arquidiocese.org.br ) — agora também podem assistir e participar dos principais eventos e celebrações que acontecem na Igreja local pela rede mundial.

Confira a cobertura dos próximos eventos:

Domingo – 29/05/2011 – 15h
Procissão e Missa Campal (Encerramento do mês Mariano)
Concha Acústica do Santuário N. Sra. da Penha - Pe. Serafim

Terça-feira – 31/05/2011– 18h
Missa de encerramento nas Irmãs da Congregação Nossa Senhora da Visitação
Tijuca – Dom Orani

Sexta-Feira 03/06/2011 -10h
Missa na Catedral pela Páscoa dos Militares – Dom Orani
19h - Leitorado de turma do seminário / Paróquia Nossa Senhora das Dores
Rio Comprido - Dom Orani

Sábado–04/06/2011-9h Missa transmitida pela Rede Vida de envio para o Multicom – Capela da PUC-RIO - Gávea.

Domingo – 05/06/2011 – às 10h
Missa de abertura pela Semana ANEC-RJ - presidida por Arcebispo e Episcopado do Leste 1, no Corcovado.

Sexta-Feira – 10/06/2011 – às 19h30m
Missa de gratidão a D. Dimas na igreja Matriz Basílica N. Srs. de Lourdes

Sábado- 11/06/2011 -9h
Missa na Paróquia Santa Monica - Leblon, no encerramento da semana dos 80 anos do Cristo Redentor, organizado pela ANEC RJ
19h30m - Celebração Ecumênica na vigília de Pentecostes – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana.

Dia Mundial da Comunicação: força nas redes sociais





30/05/2011
Nice Affonso

O 45º Dia Mundial da Comunicação, que será celebrado por toda a Igreja Católica no próximo dia 5 de junho, no Rio de Janeiro promete ganhar força de evangelização pelas redes sociais. A animação arquidiocesana, que tem a iniciativa da Pastoral da Comunicação (Pascom), está mobilizando todos os católicos à participação.

A data, no Rio, vem sendo preparada por meio da realização, nos Vicariatos, de Oficinas e Semanas de Comunicação e também por meio de palestras e estudos sobre a mensagem do Papa Bento XVI para o 45° Dia Mundial da Comunicação e sobre o Documento 101 da CNBB.

No entanto, a véspera do Dia Mundial da Comunicação, 4 de junho, será um marco arquidiocesano, quando, às 9h, o Arcebispo Dom Orani João Tempesta presidirá a missa de envio para o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), na Puc-Rio, rezando, junto com toda a Igreja, em intenção dos comunicadores sociais e pela comunicação.

Atendendo à orientação do Papa Bento XVI, que escolheu como tema para a ocasião “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”, a internet será o ambiente privilegiado para que a evangelização aconteça.

— Diante de um mundo secularizado, com uma sociedade que caminha para uma comunicação vazia, o Dia Mundial nos convida a repensar o conteúdo e os valores da comunicação, a partir de um referencial concreto, que é Cristo. Nosso objetivo é possibilitar que as pessoas possam repensar para onde estão caminhando, de forma que queiram retornar para suas origens culturais, onde, com certeza, Deus está, explicou o coordenador arquidiocesano da Pascom, Padre Márcio Queiroz (@pmarcio_queiroz).

A ocasião será oportuna para conduzir à reflexão, a exemplo do último 5 de maio — “Dia C da Evangelização”, estabelecido pela Arquidiocese do Rio —, quando os católicos cariocas marcaram presença na rede mundial por meio das redes sociais, usando especialmente twitter, facebook, msn, orkut e e-mails.

A Arquidiocese do Rio estima que cerca de 100 mil pessoas tenham participado da mobilização pela evangelização nas mídias sociais, durante o Dia C da Evangelização. Tanto que no Twitter, no Trend Topics Rj e Brasil, durante quase toda a tarde, o hashtag “#ComunicarEvangelizando”, criado exclusivamente para a ocasião, ficou em segundo lugar. Outras dioceses também aderiram à mobilização utilizando o mesmo hashtag no twitter e veiculando mensagens positivas por meio das outras ferramentas, a exemplo do Rio. A iniciativa para o Dia Mundial da Comunicação espera um número ainda maior de participantes.

Qualquer pessoa pode se unir à mobilização em prol da evangelização pelas redes sociais. Basta, no dia 5 de junho, ao acessar a internet, levar mensagens positivas aos seus contatos. Desta vez, no Twitter será usado o hashtag “#redecatólica” ao final das mensagens. E aqueles que publicarem no facebook, ao verem as publicações dos amigos, devem sempre curtir, para que o movimento ganhe ânimo e força durante o dia.

— Não só a Sagrada Escritura, mas mensagens de santos e reflexões sobre a vida e o amor de Deus são importantes para a evangelização. E é fundamental ter o cuidado para agir sempre de forma acolhedora com todos, nunca emitindo juízos pessoais e discriminatórios, porque Cristo sempre foi inclusivo: “Atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”. Vamos, autenticamente, anunciar a grande verdade, que é Cristo, na era digital, conclamou Padre Márcio.

sábado, 28 de maio de 2011

A Bíblia e o frei



28/05/2011
Dom Antonio Augusto Dias Duarte - Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

O conhecido dicionário Aurélio é muito claro quando diz que Frei é substantivo masculino, é forma suprimida de freire, é utilizado para distinguir de freira, que é um substantivo feminino, usado para designar religiosa, monja, madre, professora. A mesma clareza aparece quando diz que a Bíblia é o conjunto dos livros sagrados do Antigo e do Novo Testamento, de importância capital, pelo qual se tem predileção incomum, interpretado há 2.000 anos por todos que pretendem desvelar o sentido mais exato de suas palavras e dos personagens nele presentes.

A Bíblia e o frei é o título que encabeça este artigo sobre os juízos humanos acerca do homossexualismo e das uniões homoafetivas, mas não tem a mínima pretensão de responder a um outro artigo de um conhecido irmão religioso que goza de certo prestígio midiático.

Essas linhas querem ser respeitosas e tão claras quanto o Aurélio, tampouco querem ser acusativas daquele que se elevou à categoria de supremo e infalível hermeneuta da Bíblia em matéria de sexualidade humana. Acontece, porém, que os homens passam, mas a Bíblia persiste e ilumina as várias gerações da humanidade, especialmente quando na sua história surgem questões tão complexas e difíceis, como são a homossexualidade e a homoafetividade, especialmente se forem consideradas dentro da visão exclusivamente hermenêutica e pluralizadora.

A pessoa homossexual ou as pessoas que procuram viver uma união afetiva não podem ficar presas só a um parecer jurídico, nem tampouco só a um processo legislativo, menos ainda só a uma problemática social de violência e discriminação. Nem sentenças de tribunais, nem projetos de lei que tramitam nos parlamentos, nem sequer a vitimização levantada a respeito dessas pessoas, entram num âmbito bíblico mais amplo e real tão próprio daquelas igrejas cristãs e da Igreja Católica quando elas defendem com amor e justiça as pessoas com essas tendências.

A Bíblia na sua mensagem essencial e transcendental revela-nos Deus no âmbito íntimo do mistério trinitário, no espaço delimitado da sua Encarnação histórica e na sua dimensão salvadora do homem concreto. Quando se parte dessa Verdade, e não das minúsculas e estreitas considerações de alguns ‘donos da verdade’, chega-se ao conhecimento profundo da pessoa humana, misteriosa na sua humanidade e encarnada no tempo e no espaço, revelando-nos em Deus o seu valor absoluto e a sua dignidade inviolável e inefável.

A Bíblia dá um enorme passo quando nos conduz ao ponto central de todas as complexas e difíceis perguntas acerca do ser humano. Quem é o homem? Para onde dirige sua vida? Por que da sua realidade histórica-moral? Como deve ser considerada e julgada a sexualidade humana?

Todos esses questionamentos permanecem na superfície externa das culturas e das análises interpretativas de freis e freiras, de juízes e juízas, de padres e políticos, das próprias pessoas envolvidas nas decisões afetivas, quando não há a devida profundidade na revelação bíblica sobre quem é o homem, quem é a mulher, na única, fundamental e inequívoca verdade: “Deus disse: façamos o ser humano à nossa imagem e segundo a nossa semelhança (...). Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus os criou. Homem e mulher Ele os criou” (Gen. I, 25-27).

Aqui não há hermenêutica, nem singularizadora nem pluralizadora! Aqui há verdade! Aqui há imagem digna de ser reconhecida e respeitada! Aqui há identidade sublime! O que vem depois a essa revelação, isto é, os fatores biológicos, raciais, étnicos, sexuais, culturais, etc., só podem ser considerados a favor do bem das pessoas se as interpretações “politicamente corretas” forem desmascaradas e descartadas.

Em primeiro lugar, é politicamente inexato dizer que as pessoas nascem assim, pré-determinadas a uma biologia ou sujeitas necessariamente a uma definição cultural sobre a sua raça ou sobre o seu sexo. Todas as pessoas são concebidas, nascem e crescem, desenvolvem-se e escolhem novos caminhos, sempre com liberdade de quererem viver de acordo com essa intrínseca dignidade. Cabe a elas, somente a elas, e não a “pretensos hermeneutas”, darem contas a seu Criador e Redentor das suas decisões, dos seus acertos e dos seus possíveis pecados e erros na vida.

Em segundo lugar é hermeneuticamente correto dizer que a Bíblia deve ter no nosso mundo cultural e teológico o reconhecimento de seu valor divino e sagrado, bem como ser lida nos seus diversos livros, respeitando as regras hermenêuticas que permitem a autêntica interpretação literal e espiritual das suas sentenças e dos seus ensinamentos divinos.

A Bíblia é e será sempre a Palavra de Deus, Palavra que revela o Criador do Céu e da Terra, a identidade divina e humana de Jesus Cristo, Redentor e, como complemento, essa mesma Palavra ilumina os autênticos valores antropológicos e filosóficos que sempre, em qualquer época e cultura, influenciam positivamente a história da humanidade.

Ainda há tempo – se alguns freis, alguns ministros de tribunais, alguns políticos, alguns padres e alguns pastores permitirem –, de recuperar plenamente o sentido da Bíblia como o grande código de vida para as culturas, incluindo aqui também a cultura gay, para pensar e direcionar melhor todas as considerações sobre a homossexualidade.

Se isso de fato, acontecer, na cultura brasileira haverá mais espaço para Deus, para que sobressaia o rosto e a voz de seu Filho, Jesus Cristo e, consequentemente, haverá mais espaço para o rosto do ser humano destacar-se no meio de todas as suas maravilhas, dos seus desvios e das suas limitações.

Enquanto as ideologias existirem como um pacote que se deve aceitar e assumir em nível de militância na sua totalidade programática, o que em bom português significa “pegar ou largar” as idéias em lote, a Bíblia sempre existirá para que cada pessoa, com suas particularidades e com sua história singular, reconheça-se e valorize-se como criatura de Deus e como filha no Filho Eterno do Pai, por obra do Espírito Santo, a fim de que responda à vocação do amor e da comunhão nela inscrita e aceite a própria identidade sexual e a viva na sua especificidade e na sua complementaridade.

Desde essa dignidade natural e sobrenatural compreende-se muito bem que as pessoas com tendências homossexuais chamadas à castidade pela via do autodomínio, da educação da afetividade e da liberdade interior e com o apoio de uma amizade desinteressada, além da graça sacramental, possam e devam se aproximar com confiança da perfeição cristã (cf. Catecismo da Igreja católica, n. 2359).

Jornada Mundial da Juventude 2011 nas escolas



27/05/2011
Raphael Freire

O Grupo Editorial Luis Vives, de Madri, organizou e disponibilizou online um material sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para a delegação diocesana de ensino do país. A proposta é que, dentro das aulas de ensino religioso, os professores possam mostrar para seus alunos o que é a JMJ e qual o significado desse encontro entre os jovens de todo o mundo e o Papa Bento XVI.

O site, que é destinado aos professores de religião, é dividido em três grandes temas: “Identidade e história da JMJ”, “Mensagem do Papa sobre a Jornada de Madri” e o tema do encontro de 2011, “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”. Nesse terceiro tema, assuntos como a história de Madre Teresa de Calcutá e o trabalho desenvolvido pela Cáritas também são explorados dentro das aulas.

Cada tema é desenvolvido através de uma apresentação multimídia e por mais de 50 atividades com objetivos e conteúdos para os professores, e alguns exercícios para os alunos. Materiais complementares, como os hinos das Jornadas Mundiais da Juventude desde 1984 até 2011, também estão disponíveis no site, junto com documentos escritos por Bento XVI.

Um DVD também foi criado para ajudar no processo de aprendizagem sobre a JMJ, mas em apenas quatro semanas se esgotou e, por isso, o Grupo Editorial Luis Vives, decidiu disponibilizar os materiais online. A ideia é instruir os alunos religiosamente sobre a Jornada Mundial da Juventude em todas as escolas públicas e privadas, católicas ou não.

Para ter acesso ao material acesse o site em: http://www.edelvivesjmj2011.com

Missa de envio para o 7º Muticom



27/05/2011
Leanna Scal

No sábado, 4 de junho, às 9 horas, será realizada a missa de envio para o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, na PUC-Rio. A Celebração Eucarística será presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, e transmitida ao vivo pela Rede Vida, TV Nazaré e WEB TV Redentor.

A missa do “Rio Celebra” já é tradição nessas emissoras e a cada sábado é realizada em uma Igreja da cidade. É a primeira vez que a PUC - Rio recebe a celebração. O evento conta com a participação de todas as pessoas envolvidas com a comunicação na Arquidiocese do Rio.

A missa de envio acontece às vésperas do 45º Dia Mundial das Comunicações, quando o mundo inteiro estará voltado para a mensagem do Papa Bento XVI, intitulada “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O Pontífice pede que as novas formas de comunicação sejam utilizadas apenas no pensamento do bem coletivo, guiando, portanto, as atividades do Muticom.

Faltando cerca de um mês para a sétima edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação, já está tudo pronto para o evento. As partes acadêmica, cultural e religiosa estão definidas. Para unir todos os trabalhos em oração, uma missa será realizada na intenção do sucesso do Muticom e de todos os comunicadores do mundo.

A Liturgia da Celebração Eucarística ficará sob a responsabilidade do Regional Leste 1, assim como todas as missas durante o Muticom. Já a animação desta Celebração será feita pela Comunidade Shalom.

O Coordenador do evento, Padre Omar Raposo, convida todos para participarem da Missa e para em oração transmitirem, para além da tecnologia, o acolhimento, o respeito e a afetividade do povo carioca.

- Pensar comunicação social dentro da pluralidade do Rio de Janeiro é um desafio que o Cristo soube fazer muito bem porque é o grande comunicador. Vamos pedir a intercessão Dele para que o Brasil perceba como o povo carioca é capaz de se comunicar e comunicar sua beleza, alegria e fé, disse o Padre.

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus fica no Campus da PUC - Rio, na Rua Marquês de São Vicente, 225, na Gávea.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Beata Irmã Dulce



Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

No próximo domingo, 5º da Páscoa, a Igreja no Brasil terá a grande alegria de ver subir às honras dos altares, como Beata ou Bem-Aventurada, aquela que já em vida foi cognominada o “anjo bom da Bahia” – a Irmã Dulce –, amiga e companheira dos pobres e desvalidos. Seu itinerário de santidade, no qual a Igreja reconhece as suas virtudes heróicas, é um caminho marcado humana e naturalmente por incompreensões de tantos, mas que, sobrenaturalmente, foi capaz de tocar os corações endurecidos, para que na meiguice de quem pedia não se deixasse faltar o essencial aos mais pobres, ensinando a todos a partilhar, mesmo o pouco que tinham.

A data coincide com a Memória de Santa Rita, que, como cai no domingo, neste ano não é celebrada, mas nos mostra também outra mulher forte que em outra época e situação viveu a fé e é sinal até hoje da providência de Deus em sua vida.

Em nossa mudança cultural, a mídia utilizou o termo “beata” de uma maneira imprópria e, em nosso linguajar comum, acabamos acolhendo esse tipo de interpretação que, inclusive, está em nossos dicionários. Cabe a nós restaurarmos o verdadeiro uso da palavra e valorizá-la. Muitos vocábulos importantes já foram deturpados em nossa língua. Que a Beata Irmã Dulce interceda por nós para que consigamos anunciar o Evangelho e levar as pessoas a fazer da nossa cultura uma cultura de valores humanos e cristãos que ajudem a transformar esta situação de violência, corrupção, medo, destruição e divisão que ora ocorre.

A constituição pastoral Lumen gentium do Concílio Ecumênico Vaticano II recorda, em seu quinto capítulo, a vocação universal à santidade, ou seja, ser santo é o caminho que todo aquele que renasce pela água do batismo deve percorrer. O Beato João Paulo II, quando em sua visita ao Brasil, disse que o Brasil precisava de Santos. Eles existem, não é a Igreja que os “fabrica”, mas apenas constata com um processo minucioso da vida e das virtudes daqueles e daquelas que o povo já tem em conta de “santos”. E vai muito mais além, para a beatificação e canonização são necessários também um milagre por intercessão e pela invocação do nome de quem pedimos a Deus. Milagre esse comprovado por médicos e cientistas, demonstrando que não tem outra explicação que não seja uma intervenção especial. Quando professamos a nossa fé, pronunciamos que acreditamos na Igreja Santa, ou seja, a santidade é uma nota teológica na Igreja, mesmo sabendo que, embora santa, ela possui, em seu seio, membros pecadores que são continuamente chamados à conversão.

Temos uma beata muito perto de nós, uma brasileira como nós, que escolhendo radicalmente a Cristo, percebeu, no quotidiano de sua missão, a singular presença que Ele manifestava naqueles que não tinham nome, nem muitas vezes propriamente um rosto para a sociedade. Acredito que em nossas comunidades existam muitas outras pessoas, homens e mulheres, jovens e adultos, crianças e idosos, leigos e consagrados, que viveram uma vida heróica e poderiam ser colocados como exemplos de vida para todos nós.

O Beato João Paulo II nos recordou que “santo é aquele que faz de modo extraordinário, as coisas ordinárias”; nesse contexto, sem dúvida, pode ser inserida a vida daquela que dentro em breve, por sua santidade, não será simplesmente o anjo bom da Bahia, mas o anjo bom do Brasil.

Ir. Dulce fez, de modo extraordinário, aquilo que cada cristão deve fazer ordinariamente, ou seja, no cotidiano, no dia a dia: exercer a caridade, fazer-se oferta pelo outro, ver no outro a presença do Cristo Ressuscitado, sobretudo naqueles que mais sofrem e que estão à margem, dando-lhes a certeza de que possuem sua dignidade e que Deus lhes manifestará com predileção o seu amor, pois vem em socorro dos que são pobres e oprimidos.

Tirar o pobre da sua mais profunda miséria dos bens materiais, daquele mais básico, da fome, foi aquilo que fez o “anjo bom do Brasil”, sem que tivesse, entretanto, bens materiais, nunca deixou de acreditar na Providência Divina, que jamais lhe faltou, pois nela confiava, e quando a ela rogava, tudo lhe chegava, mesmo o pouco, pois mesmo isso, diante de Deus, é muito, nunca acumulando, mas partilhando e fazendo multiplicar para salvar a fome de tantos.

A razão principal de sua ação foi justamente o seu encontro com Jesus, o Cristo Senhor Ressuscitado, que deu sentido à toda a sua vida e trabalho. O segredo de uma vida doada aos irmãos tem sempre como centro o Cristo. Aberta à ação do Espírito Santo, a nossa querida Ir. Dulce deixou-se conduzir pelos caminhos da fraternidade e, mesmo em dificuldades econômicas extremas, demonstrou a providência de Deus atuando e agindo. Neste tempo de tantos questionamentos sobre os valores cristãos, a sua vida é uma demonstração daquilo que um cristão, com a graça de Deus, consegue amenizar da pobreza e da dor humana. A Igreja, através de seus santos e santos, dá uma resposta ao mundo de como a vida de santidade e a busca de Deus, seguindo a Cristo e vivendo a Sua Palavra, não só transforma os corações, mas faz da pessoa um sinal de paz e de vida para os seus irmãos e irmãs. E tudo isso é dom, é graça do Senhor.

Preocupar-se com os que estão à margem e comprometer-se com a necessidade de mudança. Em um país como o nosso, com tantas dádivas de Deus, não poderíamos ter pessoas que passam fome, se houvesse uma justiça mais distributiva, que nasce da capacidade de por em comum os bens que a todos pertencem. Se uma pobre, como a Irmã Dulce, pôde fazer tantas coisas para tantos, como não poderia ser diferente o nosso país se todos tivessem a mesma disponibilidade de pensar no seu irmão com responsabilidade, e, assim, multiplicar os dons que Deus nos concede.

Cuidar do pobre e do faminto, como fazia a Irmã Dulce, não é um convite para que nesse estado de miséria esses se mantenham, é conduzi-los à sua dignidade de Filhos de Deus, dando-lhes a certeza de que os bens desse mundo são transitórios, efêmeros, e que não é da vontade Dele que homens e mulheres morram de fome, não tenham onde morar.

Sabemos que a ação social para as pessoas necessitadas precisa resolver com urgência a fome, e por isso parece como se fosse apenas assistencialista, mas sabemos que esse primeiro passo leva à formação e questiona a transformação social, econômica e política. A consciência dos cristãos leva-os a se comprometerem com o “mundo novo”, onde reine a presença de Deus que conduz à paz e à vida em plenitude. Os que questionam a assistência aos pobres também não aceitam quando reclamamos das injustiças e da necessária mudança social. Os Santos e Santas fazem tudo isso com uma vida de simplicidade e virtudes, sendo sinal de contradição para o seu tempo.

A Igreja no Rio de Janeiro se une à Igreja Mãe de São Salvador, na Bahia, na ação de graças pela beatificação da mulher que cuidou dos mais pobres. Cumprimento o Excelentíssimo Senhor Arcebispo, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ, e o Legado Pontifício, Sua Eminência Geraldo Majella, Cardeal da Santa Igreja Romana, Agnelo, pela alegria eclesial que proporcionam ao povo da Bahia e do Brasil pela santidade da fidelidade e do serviço da religiosa elevada às glórias dos altares.

Que interceda por nós o “anjo bom do Brasil”, a bem-aventurada Irmã Dulce, para que todos, desde os mais simples até os mais importantes, que em verdade deveriam estar à testa para servir, sejam capazes de aprender a partilhar, a fazer, de modo extraordinário, o ordinário de repartir o pão com os necessitados.
Beata Irmã Dulce, interceda por nós!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Blog: uma ferramenta gratuita para a evangelização



Uma pesquisa feita em 2010 pela consultoria internacional comScore apontou que 40 milhões de brasileiros já acessam a internet em casa ou no trabalho. No ano passado, o número de computadores vendidos no país superou o de aparelhos de TV. Esta realidade propõe um desafio ainda maior para os agentes da Pastoral da Comunicação: como evangelizar no mundo virtual? Muitas Igrejas do Brasil estão criando sites que trazem todo tipo de informação sobre as comunidades, mas esta criação envolve a necessidade de conhecimento técnico ou custos para a contratação do serviço. Diante destes empecilhos, uma solução prática e econômica é o blog.

O primeiro blog foi criado em 1997, mas foi apenas dois anos depois que esta ferramenta começou a se popularizar. Em 99, existiam cerca de 50 blogs, no final do ano seguinte, já eram milhares. Hoje, são quase 112 milhões de blogs, e estima-se que 120 novas contas sejam criadas todos os dias. Os internautas brasileiros estão entre os que mais acessam blogs no mundo. De olho neste potencial, a Pastoral da Comunicação do Vicariato da Leopoldina, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, criou no início de 2011 o blog vicariatoleopoldina.blogspot.com. O objetivo foi formar um novo vínculo entre as paróquias. “O blog, além de manter todos informados sobre o que está acontecendo em nossa região, pode até incentivar os leitores a fazer algo que deu certo em outra paróquia, como contribuição para o progresso pastoral em conjunto”, explica Gustavo Kelly, coordenador da Pascom no vicariato.

Se essas informações te animaram a criar um blog para a sua comunidade ou pastoral, fique atento a estas dicas:

1 . HOSPEDAGEM – O primeiro passo é decidir onde você irá hospedar o seu blog. Hoje, as plataformas gratuitas mais conhecidas são a wordpress.com e a blogger.com. Ambas trazem versões em português com o passo a passo de como criar o blog.

2. ENDEREÇO – Todo blog tem um nome. O importante é escolher uma opção que seja simples, objetiva e defina bem o assunto que será tratado ali. Coloque um nome que seja fácil de lembrar e pronunciar, para que ninguém se confunda quando você falar dele.

3. LAYOUT – Os provedores de blogs já oferecem imagens de fundo e opções de layout (templates) prontos. Mas você sempre pode escolher uma imagem que tenha mais relação com a sua comunidade. Pode ser uma foto ou uma logomarca, por exemplo. Tenha apenas o cuidado para que esta imagem, usada como plano de fundo, não atrapalhe a legibilidade dos textos.

4. CONTEÚDO – Defina os temas que serão tratados no blog. Se ele será voltado para toda a comunidade ou apenas para uma pastoral ou movimento específico.

5. TEXTO – Textos mais curtos e simples têm mais chance de sucesso. Mas não deixe de caprichar no conteúdo, para que ele seja atrativo. Cuidado também com a língua portuguesa. Releia o que escreveu antes de postar, para evitar erros de ortografia e gramática.

6. IMAGEM – Usar imagens ajuda a chamar atenção para o que você escreveu e torna mais agradável a leitura do blog. Use e abuse de fotos, vídeos e ilustrações.

7. ORGANIZAÇÃO – Use os marcadores (tags) para categorizar as suas postagens por temas. Isso facilita quando os leitores do seu blog estiverem buscando um assunto específico.
8. REFERÊNCIA - Sempre que citar outros blogs ou sites, coloque o link para que o leitor possa acessar, caso se interesse. Também diferencie os links no seu texto com uma cor ou negrito, por exemplo. Você pode ainda criar links para outros artigos do seu próprio blogs relacionados ao assunto que estiver tratando.
9. DIÁLOGO – Não deixe de responder os comentários que forem deixados em seu blog. Do mesmo modo, procure seguir e comentar outros blogs que tratem de temas relacionados ao seu. Isso pode ajudar a aumentar a sua audiência e estabelecer novas relações.
10. ATUALIZAÇÃO – Não adianta criar um blog e deixá-lo de lado. Organize-se com o seu grupo para garantir que a atualização do blog seja frequente. Quando um leitor percebe que você não está mais falando nada de novo, ele deixa de visitar a página.

Se você quiser saber mais sobre este assunto, participe da oficina técnica "Blogs, sites e portais", que será oferecida durante o Muticom 2011.
Fonte: muticom.com

domingo, 22 de maio de 2011

"Tudo é pouco diante do que Deus faz por nós"



22/05/2011
Nice Affonso

Neste domingo, 22 de maio, aquela que já foi chamada de “Anjo Bom da Bahia” e hoje é conhecida como “Anjo Bom do Brasil” será proclamada por toda a Igreja “Bem-Aventurada Dulce dos Pobres”. A cerimônia da beatificação de Irmã Dulce, às 17h, acontecerá no Parque de Exposições, em Salvador, presidida pelo Arcebispo Emérito local, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnello, nomeado delegado papal.

Maria Rita de Sousa Brito, a Irmã Dulce, nasceu em Salvador (BA), no dia 26 de maio de 1914. Ela foi especialmente notada por suas obras de caridade e assistência. Modelo de perseverança, dedicação e esperança para os homens e mulheres de todos os tempos, a Religiosa deixou um testemunho vigoroso de uma fé inabalável e uma dedicação sem medidas àqueles que ninguém costuma querer por perto: os pobres, os doentes e os marginalizados.

“Aquele que bate à nossa porta, em busca de conforto para a sua dor, para o seu sofrimento, é um outro Cristo que nos procura”, costuma dizer Irmã Dulce, que, nunca temeu as dificuldades por considerar que o que fizesse para Deus ainda seria insuficiente: “O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do Que Deus faz por nós”, afirmava.

Seu coração misericordioso começou a se revelar aos 13 anos de idade, quando ela começou a fazer caridade, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Só aos 18 anos entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, quando, para homenagear a mãe falecida anos antes assumiu o nome dela: Dulce. Sua primeira missão pela Congregação foi lecionar em um colégio em Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Nessa mesma época, começou a fazer atendimento aos operários, criando em seguida um posto médico e fundando, em 1936, a primeira organização operária do Estado, a União Operária São Francisco, que mais tarde deu início ao Círculo Operário da Bahia.

A dedicação da religiosa, pouco a pouco, foi ganhando vulto social. Tanto que, em 1988, o então Presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, a indicou para o Prêmio Nobel da Paz. Embora ela não o tenha conquistado, teve o trabalho ainda mais reconhecido.

Obras Sociais Irmã Dulce



Em 1949 Irmã Dulce abrigou seus primeiros 70 doentes no galinheiro do Convento das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Só em 1959, teve início, no mesmo local, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), que, por dez anos, existiu contando apenas com o trabalho de voluntários e doações conseguidas pela religiosa.

Irmã Dulce deixou para o País um verdadeiro patrimônio em ações sociais. Atualmente, as Obras Sociais Irmã Dulce prestam assistência médica, social e educacional gratuitamente. Pesquisa e ensino médico em 13 especialidades também são oferecidos. Ao todo, a Instituição administra 17 unidades, que, hoje, já atendem mais de 5 milhões de pessoas. A entidade é considerada pelo Ministério da Saúde o maior complexo de atendimento 100% gratuito em saúde do Brasil e responsável pelo maior volume de atendimento em toda a estrutura do setor na Bahia.

João Paulo II



Em 1980, em sua primeira visita ao Brasil, o então Pontífice, João Paulo II, incentivou Irmã Dulce a seguir com seus trabalhos. Mais tarde, em 1991, em sua segunda visita ao País, ele fez questão de visitá-la em seu leito no hospital, quando já estava bastante debilitada.

Nos últimos 30 anos de vida, Irmã Dulce contava com apenas 30% de sua capacidade respiratória, por causa de um enfisema pulmonar. Com a saúde abalada seriamente, a religiosa chegou a pesar 38 quilos.

5 meses após a visita do agora Beato João Paulo II, Irmã Dulce faleceu. Sua morte se deu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos de idade.

O milagre

Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter preternatural (não explicado pela ciência).

— O milagre apresentado no processo foi examinado meticulosamente por especialistas do Brasil e de Roma. Um reconhecimento que vem mais uma vez confirmar a vida de virtudes de Irmã Dulce – trajetória essa baseada na total dedicação aos pobres e doentes, afirmou o Arcebispo Emérito de Salvador, Cardeal Dom Geraldo Majella.

Segundo os registros, o milagre foi a sobrevivência da sergipana Cláudia Cristiane dos Santos, que foi desenganada pelos médicos, após sofrer uma hemorragia incontrolável no pós-parto, em 11 de janeiro de 2001.

Durante 28 horas a equipe comandada pelo obstetra Antônio Cardoso Moura esgotou todos os recursos disponíveis na maternidade. Mesmo após três cirurgias, o sangramento da paciente não cessava. Os médicos resolveram, então, fechar o abdômen de Cláudia e conversaram com a família, pois não havia mais nada o que fazer. Contudo, sem nenhuma outra intervenção médica, a hemorragia subitamente parou e a paciente se recuperou.

Desde que o caso começou a ser estudado, em 2003, a identidade de Claudia era mantida sob sigilo, por orientação do Vaticano. Segundo a direção das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), mais de dez médicos brasileiros e três italianos estudaram o caso e não encontraram explicação para a cura de Claudia.

Analisado por peritos médicos, religiosos e especialistas em processo canônico, o episódio tem validação jurídica emitida pela Santa Sé em junho de 2003, e é reconhecido como o primeiro milagre, pelo Papa Bento XVI, em dezembro de 2010.

Passos para a Beatificação

A partir deste domingo, Irmã Dulce será a terceira religiosa, natural do Brasil, a ser beatificada. No hall das beatas brasileiras o País já tem Albertina Berkenbrock e Lindalva Justo de Oliveira. A única beata estrangeira, mas com missão nesta nação, é a austríaca Bárbara Maix.




1999 – A Arquidiocese de Salvador publica edital, no qual o Cardeal Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella, solicita que todos os fiéis comuniquem as notícias favoráveis ou contrárias à fama de santidade de Irmã Dulce.

2000 – Abertura do Processo Canônico sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Irmã Dulce.

2001 – O Tribunal Eclesiástico recebe o relato de um milagre alcançado por intercessão de Irmã Dulce, que passa a ser estudado com os rigores pedidos.

2002 – O documento canônico “Positio” fica pronto.

2003 – O Tribunal Eclesiástico é instalado para o estudo do possível milagre e a Congregação para a Causa dos Santos recebe a Positio da Serva de Deus.

2009 – A Congregação para a Causa dos Santos anuncia voto favorável e unânime de seu colégio das virtudes heróicas de Irmã Dulce, reconhecidas pelo Papa Bento XVI, que autoriza oficialmente a concessão do título de Venerável à freira baiana.

2010 – Na exumação do seu corpo, em junho de 2010, os representantes do Vaticano e pessoas presentes se mostraram impressionados com a mumificação natural do corpo, 18 anos após a morte da religiosa. A exumação é a penúltima etapa do processo de beatificação. “A roupa estava conservada mesmo após 18 anos, apesar de um pouco escura. O semblante dela é muito sereno, não há odor”, disse a sobrinha e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, em entrevista à imprensa na época.

O Cardeal Dom Geraldo Majella anuncia o voto favorável e unânime do colégio de Cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos sobre a autenticidade de um milagre atribuído à Irmã Dulce. Um dia após o decreto papal, a fase de canonização do processo foi iniciada.

2011 – 22 de maio é a data da sua beatificação.
Cerca de 70 mil fiéis são esperados em Salvador para a cerimônia da beatificação de Irmã Dulce.
* Fonte: Canção Nova e Arquidiocese de Salvador

sábado, 21 de maio de 2011

A Igreja e a proteção de menores






21/05/2011
Dom Pedro Cunha Cruz - Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

No último dia 16 de maio do corrente, foi publicada e divulgada, pela Congregação para a Doutrina da Fé, a “Carta circular para ajudar as Conferências Episcopais na preparação de linhas diretrizes no tratamento dos casos de abuso sexual contra menores por parte de clérigos”. Cabe ainda relembrar que estas não são as primeiras orientações da Igreja sobre os aspectos jurídicos, canônicos e civis sobre delitos sexuais com menores. Em 2001, o Papa João Paulo II, com Motu Próprio “Sacramentorum sanctitatis tutela”, colocou tais crimes entre os “delitos mais graves”, reservados à Congregação para a Doutrina da Fé e promulgou “normas processuais especiais”, para conhecer, julgar e punir esses crimes. E em 21 de maio de 2010, o Papa Bento XVI, com a intenção de melhorar a aplicação da lei, introduziu algumas mudanças e acréscimos importantes a essas normas, tornando-as mais exigentes e mais efetivas na averiguação e punição desses delitos.

O rigor e a rapidez com que a Santa Sé, nos últimos anos, por declarações, leis e medidas práticas, vem cobrando dos pastores a aplicação de tais normas, expressam o aspecto positivo deste documento, que revela a decisão da Igreja de não coadunar com clérigos maculados com tais delitos. Por isso, a referida carta sublinha o dever e a responsabilidade dos bispos diocesanos em assegurar o bem comum dos fiéis e, especialmente, crianças e jovens, assim como a necessidade de dar uma resposta adequada aos eventuais casos de abuso sexual contra menores, cometidos por clérigos em suas dioceses. A supracitada carta não negligencia a assistência às vítimas de tais abusos, dando-lhes uma devida proteção. Estão explícitas na Carta não só a aplicação do Direito Canônico, como também as disposições das leis civis, o que, positivamente, faz aumentar a consciência da gravidade do mal que possa ser cometido e a urgência da pena.

Cabe aqui ressaltar os cinco aspectos gerais que envolvem tal abuso, a saber: as vítimas do abuso sexual, a proteção dos menores, a formação dos futuros sacerdotes e religiosos, o acompanhamento dos sacerdotes e a cooperação com as autoridades civis. O aspecto relevante aqui está no fato de se dar crédito às palavras das vítimas e aos seus familiares, exigindo que estes sejam ouvidos pelo bispo ou um delegado. A propósito desta exigência, o Santo Padre Bento XVI dá um belíssimo exemplo ao querer se encontrar e ouvir as vítimas de abuso sexual em suas viagens apostólicas.

O saudoso beato João Paulo II, em seu discurso aos cardeais americanos, no dia 23 de abril de 2002, disse: “No sacerdócio e na vida religiosa não existe lugar para quem poderia fazer mal aos jovens”. Estas palavras chamam atenção sobre a responsabilidade específica dos bispos e superiores, dos futuros sacerdotes e religiosos. Daí a “Pastores dabo vobis” ter cobrado um correto discernimento vocacional e uma autêntica e integral formação humana e espiritualidade sadia dos candidatos ao sacerdócio. Não descartando, porém, uma especial formação permanente do clero, em especial nos primeiros anos da vida sacerdotal, valorizando sempre a fraternidade sacerdotal, pois o presbítero é chamado a uma relação fraterna com os demais; e o bispo a de um pai e irmão para ele.

O abuso sexual de menores, segundo a Carta, não está só voltado para o clero, mas pode envolver também pessoas religiosas ou leigos que trabalham nas estruturas eclesiásticas. Daí a cobrança de conduzi-los às autoridades civis competentes, cooperando assim com as mesmas. Tais penas devem ser aplicadas de acordo com a legislação de cada país.

A Carta resgata ainda a dignidade da pessoa humana, que não deve ser ferida, mas profundamente preservada, pois cada homem é um sacrário inviolável de seu Criador. Não faltam, portanto, indicações e orientações aos bispos e superiores maiores no modo de proceder nestes casos abusivos. Estes devem se empenhar ao máximo para prestarem às vítimas assistência espiritual e psicológica. Este é o primeiro caminho para que as vítimas possam encontrar assistência e reconciliação.

Para cumprir essas metas, é necessário, pois, como Igreja, assumir de forma responsável e oportuna, uma política de fundo que se concretize em ações que visam salvaguardar, de fato e de direito, os menores de nossas comunidades e da sociedade como um todo. Talvez assim, possamos resgatar as palavras de Jesus em seu ministério terreno, e que devem refletir na vida de cada ministro sagrado e de toda sociedade: “Deixai vir a mim as criancinhas” (Mt 19, 14).
Dom Pedro Cunha Cruz
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

sexta-feira, 20 de maio de 2011

“Eu vou para uma experiência com o Senhor”







19/05/2011
Nice Affonso

Na última quarta-feira, 18 de maio, os jovens da Arquidiocese do Rio de Janeiro se reuniram no prédio da Mitra, na Glória, para mais um encontro “Eu vou”, em preparação à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá em agosto, em Madri. O Arcebispo Dom Orani João Tempesta foi o convidado para dar a formação espiritual da noite.

O Arcebispo manifestou sua alegria pela existência desses encontros preparatórios que — sob a orientação do Bispo Auxiliar animador do Setor Juventude da Arquidiocese, Dom Antonio Augusto Dias Duarte — mais do que momentos para avisos e esclarecimentos de dúvidas são ocasiões para uma verdadeira preparação espiritual.

Em sua palestra, Dom Orani recordou que, antes de tudo, a JMJ é um tempo de peregrinação, e destacou que é importante ter a consciência de que, apesar de ao dizer “Eu vou” a pessoa possa ter a sensação de que a ida dependa só dela, a viagem para este encontro mundial acontece por uma graça de Deus.

— Eu recordo aqui a frase do evangelho: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que escolhi a vocês”. E nós sabemos que nós vamos para um encontro com Jesus Cristo, em comunidade, na Palavra, no tempo de peregrinação(...) É o Senhor quem nos escolhe. Ele que escolheu cada um pra ir, disse.

O Arcebispo pediu que os peregrinos possam, então, não apenas se preocupar com as questões burocráticas ou técnicas que envolvem a viagem, como passaporte, hospedagem e alimentação, mas principalmente com o dom que Deus concede.

— Na realidade, é o Senhor que nos chama para encontrá-lo e para que esse encontro com ele renove a nossa vida. E essa renovação da nossa vida renove também a vida das pessoas com quem nós vivemos, caminhamos, trabalhamos e rezamos. Que possa ser um momento que a minha comunidade, a paróquia, a diocese, a partir de mim, também se renovem, orientou.

O Arcebispo, mantendo em seu coração e no dos jovens a esperança de que o Rio de Janeiro possa vir a sediar a JMJ de 2013, também destacou que os países que já tiveram a graça de acolher a JMJ sempre testemunharam que o encontro foi uma espécie de “divisor de águas”, com um antes e um depois bem diferentes.


— Vamos lembrar da possibilidade da nossa responsabilidade futura de acolher a JMJ, e, ao mesmo tempo, trazer viva a esperança para o nosso País, hoje com tantos problemas sociais, morais, com tantas legislações complicadas, acreditando que a juventude que vai a Madri, em peregrinação, também está sendo escolhida pelo Senhor, através de tantos sinais, para ajudar a juventude do Brasil, que permanece aqui, a vivenciar e a contagiar-se com um tempo novo para toda a Igreja e para o nosso País, desejou.

Em seu discurso, Dom Orani destacou o quanto ele, assim como a Igreja, acredita no potencial da juventude.

— Não é pouco dois ou três milhões de jovens. Sabemos o quanto pode fazer o jovem quando tem uma experiência com Cristo e se torna sinal para os outros jovens e também para a nossa sociedade. Por isso temos que partir com essa consciência de quem vai porque o Senhor nos escolheu, frisou.

O Arcebispo explicou ainda que a peregrinação faz parte da tradição católica, quando os fiéis vão aos santuários para esse encontro com o Senhor. E recordou os textos bíblicos que revelam a resposta dada a Deus por pessoas de fé.

— Evidentemente, esse “Eu vou” é uma resposta a um chamado. É um pouco o que acontece quando lemos em Samuel ou em textos do novo testamento quando o Senhor chama e alguém fala “aqui estou”, se apresentando a Deus. Sabemos que esse “eu vou” não significa só ir a Madri, mas também ao encontro com ele e com uma nova vida. É um “Eu vou para uma experiência com o Senhor”, para aprofundar o encontro com ele. É assim que eu posso me enraizar mesmo em Cristo e ser firme na fé, para ser testemunha de Nosso Senhor através da vida. É um “aqui estou para deixar me conduzir”, explicou.

Dom Orani enfatizou a importância de também cada um carregar a responsabilidade de estar indo, por escolha de Deus, para representar muitos outros que aqui permanecerão aguardando pelo testemunho dos peregrinos.

— Que esse encontro com o Senhor nos leve a voltar ainda mais testemunhando e partilhando com os irmãos e irmãs o que experimentamos. Os discípulos sempre partilhavam “encontramos o Senhor”. Esse encontro com o Senhor é forte e faz com que a nossa conversa, a nossa partilha, seja isso, disse.

A Arquidiocese do Rio já conta com mais de 800 inscritos. A missa de envio dos peregrinos está agendada para o dia 30 de julho.
Fonte: www.arquidiocese.org.br

quinta-feira, 19 de maio de 2011

JMJ poderá ser acompanhada online por rádio e TV



QUI, 17 DE MAIO DE 2011
RÁDIO VATICANO



A Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada em Madri, na Espanha. poderá ser acompanhada ao vivo através do rádio e da TV, on line.
A novidade foi apresentada pelo diretor-executivo do evento, Yago de la Cierva, que fez um balanço dos preparativos para o grande encontro eclesial de 2011, a ser realizada um pouco menos de 100 dias.
Quem chegar a Madri naqueles dias de agosto poderá ser informado, em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e português, pela "Rádio JMJ" (radio.madrid11.com), uma parceria entre a "Radio María" e a "Radio Universidad de Navarra".
Pela primeira vez, a JMJ terá uma estação de rádio oficial. A emissora será o meio mais simples e econômico para orientar todos com informações úteis e acompanhar as atividades. Segundo o diretor da Radio María, Esteban Munilla, a emissora será regida por profissionalismo, espírito de serviço e espírito jovem. A Universidade de Navarra oferecerá profissionais e voluntários.
Além da rádio, haverá uma WebTV (tv.madrid11.com), especialmente concebida para que todos aqueles jovens que não puderam ir Madri possam acompanhar a JMJ detalhadamente.
Loreto Corredoira, responsável pela Madrid 11 TV, garantiu que haverá 6 horas diárias de emissão, todos os atos presididos pelo papa, os momentos de catequese e as atividades culturais serão acompanhados. Os programas serão reprisados à noite para os telespectadores da Ásia e da América.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Já está no ar o site da WebTv Redentor




O Portal de vídeos da Arquidiocese do Rio irá trazer ao vivo e gravado os principais eventos de nossa arquidiocese.
Acesse em www.redentor.tv.br

Fonte: Vicariato Episcopal Urbano

Coral com 800 vozes retrata a universalidade do Cristo




Leanna Scal

Ainda estão abertas as inscrições para o “Coral 80 anos”. Para comemorar o aniversário do monumento ao Cristo Redentor, o Vicariato para a Comunicação Social da Arquidiocese do Rio quer formar um coral com 800 vozes. A apresentação será no dia 12 de outubro, na praia de Copacabana, durante as festividades.

A intenção é que o coral formado por representantes de toda a sociedade preste uma homenagem à Cidade Maravilhosa e ao seu símbolo maior, através da música. De acordo com o Produtor executivo do coral, Marcello Bigatello, a procura para fazer parte do coral é grande, inclusive de pessoas das dioceses vizinhas.

- Mesmo sabendo que terão que ensaiar no Rio de Janeiro muitas pessoas de outras cidades querem participar do evento. Já recebemos muitas fichas e por isso, faremos o primeiro encontro no dia 9 de abril, disse.

O Maestro responsável pelo coral, Tiago Santos, explicou que todas as pessoas que tiveram alguma experiência em canto podem participar, mas serão pré-selecionadas através de um teste.

Também é necessário que a pessoa interessada tenha disponibilidade, já que haverá ensaios semanais, divididos por vicariatos, de segunda a sexta-feira, entre 19h e 21h. Haverá ainda um grande encontro mensal com todos os integrantes, sempre no sábado, das 9h às 12h.

- O maior desafio é ter pouco tempo para muito trabalho e muita gente. Fazer música em coro é complicado, especialmente porque não teremos profissionais, cada um tem sua ocupação então reunir todos será difícil, mas tenho fé. São boas as expectativas, esse tema empolga, disse o maestro.

Os ensaios do vicariato suburbano serão às segundas-feiras, na Paróquia São Luiz Gonzaga, em Madureira. Os vicariatos Norte e Leopoldina ensaiarão juntos, nas terças-feiras, na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca. Quarta-feira é o dia dos ensaios dos vicariatos Sul e Urbano, na Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo.

O vicariato Oeste ensaiará às quintas-feiras, na Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande. E às sextas-feiras o vicariato Jacarepaguá terá seus ensaios, na Paróquia Nossa Senhora do Loreto, na Freguesia.

De acordo com Tiago o repertório da apresentação será surpresa, mas ele adiantou que será bem eclético, misturando música erudita, sacra e popular.

- Na música vamos tentar representar a universalidade do Cristo Redentor.

As fichas de inscrição devem ser entregues, das 10h às 16h, na sede do Vicariato para a Comunicação Social, que fica no terceiro andar do Edifício João Paulo II, à Rua Benjamin Constant, 23, na Glória. Outra opção é enviá-la preenchida para o e-mail coral80anos@gmail.com. Outras informações pelo telefone 2292-3132, Ramal: 322

Cine Pascom exibe o filme “Aparecida o Milagre”





A Paróquia Santo André convida a todos para participar do Cine Pascom, no dia 28 de maio, às 19h, no salão da Capela Nossa Senhora Aparecida.

O filme exibido será “Aparecida – O Milagre”, que narra uma história de transformação, superação e reencontro de um homem com a família, com o filho, e, sobretudo, consigo mesmo, através da fé em Nossa Senhora Aparecida – a Padroeira do Brasil. No elenco estão os atores: Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido, Jonatas Faro, entre outros.

A Capela Nossa Senhora Aparecida fica na Rua da Fraternidade, 15, Parque Boa Esperança, no Caju.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Celebrando: Festa de Santa Rita de Cássia


Chegou!!! Festa de Santa Rita de Cássia. Sob o Ministério de Pe. Maurício Mesquita que vem conquistando toda comunidade com sua jovialidade, dinamismo, dedicação e muito carinho melhorando cada vez mais a Paróquia. Seu marco vem sendo a unção do Espírito Santo a todo aquele que abrir o coração e se entregar ao amor de Cristo!
Programa da Semana de Santa Rita:
*16/05/2011 – Segunda-feira:
18:30h - Oração do terço.
19:30h – Celebração Eucarística - “Eu sou o Bom Pastor”.
*17/05/2011 - Terça-feira:
18:30h – Oração do terço
19:30h - Celebração Eucarística – “Eu as conheço e elas mesmas”
*18/05/2011 – Quarta-feira:
18:30h – Oração do terço
19:30h - Celebração Eucarística – “Eu vim como luz do mundo; todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas”.
*19/05/2011 – Quinta-feira:
18:30h – Oração do terço
19:30h – Celebração Eucarística – “O servo não é maior que seu Senhor”.
*20/05/2011 – Sexta-feira:
18:30h – Oração do terço
19:30h – Celebração Eucarística – “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”
*21/05/2011 – Sábado:
15:00h – Hora da Graça
18:30h – Celebração Eucarística – “Senhor, mostra-nos o Pai”
*22/05/2011-DOMINGO: Programação:
06:00h – Alvorada;
06:30h – Procissão e Celebração Eucarística( na intenção das famílias);
09:00h - Celebração Eucarística( na intenção das crianças);
11:00h – Celebração Eucarística( na intenção dos enfermos);
15:00h – Celebração Eucarística, presidida por Dom Orani João Tempesta;
17:00h – Carreata e
18:00h – Celebração Eucarística com distribuição de rosas de Santa Rita( na intenção dos jovens).
End: Av. Mariana, 12 Campo Grande/RJ - RJ - Tel.: (21) 3403-6372 (Próximo ao Supermercado Prezunic)

Dom Orani é o novo presidente do Regional Leste 1



Leanna Scal

O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, foi eleito presidente do Regional Leste 1, na noite da última quinta-feira, 12 de maio, na reunião reservada do Regional, durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida.

Durante a Assembleia, os Regionais se reúnem para tomar importantes decisões. E pelo voto unânime dos bispos do Leste 1, Dom Orani foi eleito. O Arcebispo recebeu a notícia por telefone, pois estava a caminho do Rio de Janeiro para receber o Prêmio Personalidade e Cidadania 2011.

- Terminando a Assembleia, 90% de todos os cargos foram renovados na CNBB. Eu não podia mais continuar na presidência da Comissão para Cultura, Educação e Comunicação, pois já havia realizado 8 anos de trabalho na CNBB. Uma vez que eu fiquei um pouco mais livre, na reunião do Regional Leste 1, eu fui eleito como presidente, que é uma missão de coordenar todas as dioceses. Agradeço pela confiança dos bispos que votaram em mim. Vamos fazer um trabalho no Leste 1 como faço na Arquidiocese do Rio, disse.

Para vice-presidente foi eleito o bispo de Nova Iguaçu, Dom Luciano Bergamin; para secretário executivo, o bispo de Duque de Caxias, Dom José Francisco Rezende Dias; e para representar o Regional junto ao Conselho Pastoral Permanente da CNBB, o bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, que terá como suplente o bispo auxiliar do Rio, Dom Pedro Cunha Cruz.

Dom Luciano afirmou que recebeu a eleição como um pedido de Deus e que desenvolverá sua missão no Regional em unidade com Dom Orani e Dom José Francisco.

- Não temos projetos ainda. Queremos viver em espírito de comunhão e serviço a Deus, ao Regional e ao povo. Tudo o que Deus mostrar, a gente vai tentar fazer, na comunhão, na fraternidade e com amor ao povo, disse.

O Regional Leste 1 da CNBB congrega todas as dioceses do estado do Rio de Janeiro, divididas em duas Províncias Eclesiásticas: de São Sebastião do Rio de Janeiro e de Niterói.

Compõem a Província de São Sebastião do Rio de Janeiro: a Arquidiocese do Rio de Janeiro (sede), a Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, a Diocese de Duque de Caxias-São João de Meriti, a Diocese de Itaguaí, a Diocese de Nova Iguaçu e a Diocese de Valença.

Já a Província de Niterói é composta pela Arquidiocese de Niterói (sede), a Diocese de Campos dos Goytacazes, a Diocese de Petrópolis, a Diocese de Nova Friburgo e a Administração Apostólica São João Maria Vianney.

A história do Regional Leste 1 se confunde com a da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A CNBB foi fundada no Palácio São Joaquim, residência do Arcebispo do Rio de Janeiro, no dia 14 de outubro de 1952. Desde então, o Regional tem participado de forma ativa e em comunhão eclesial na missão evangelizadora da Igreja no Brasil.
* Colaboração: Andréia Gripp

domingo, 15 de maio de 2011

Dia de oração pelas vocações sacerdotais





15/05/2011
Leanna Scal

Neste 4º Domingo da Páscoa, a Igreja celebra o Bom Pastor, ou seja, aquele que dá a vida por suas ovelhas. Neste dia, o mundo todo se une em oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. No Seminário São José, no Rio de Janeiro, muitos seminaristas, em etapa final de sua formação, realizam trabalhos junto às vocações.

O primeiro contato feito pelos seminaristas com os jovens que se sentem chamados ao sacerdócio é um trabalho pastoral recente na Arquidiocese do Rio. Intitulado de Missão Vocacional, os seminaristas fazem visitas semanais às Paróquias da Cidade, incentivando e acompanhando aqueles que se sentem chamados, mas ainda não sabem o que fazer.

De acordo com o seminarista Sidnei Junior, o objetivo é promover e divulgar o trabalho vocacional na Arquidiocese. Animados com o convite, cada um dos seminaristas ficou responsável por um Vicariato. A intenção é percorrer todas as Paróquias, para, no final das missas dominicais, os seminaristas falarem à assembleia por cinco minutos. Esse breve tempo é oportuno para que eles apresentem aos jovens seu testemunho, o trabalho realizado no Seminário e também para se colocarem à disposição dos interessados em participar dos Grupos Vocacionais.


- Nas paróquias por onde tenho passado estou sendo muito acolhido. As pessoas ficam surpresas com um jovem falando sobre ser padre. Tem sido muito gratificante, disse Sidnei.

Já o seminarista Jorge Carreira, responsável pelo Vicariato Leopoldina, acredita que é importante que os jovens percebam, através do exemplo deles, que a vocação não está distante.

-Esse trabalho é importante para estreitar os laços entre o seminário e as paróquias. Os grupos vocacionais estão acontecendo na arquidiocese e os jovens estão testemunhando essa boa notícia, o chamado do Senhor. Mesmo hoje, no século XXI, depois de dois mil anos de Igreja, Deus, assim como chamou os apóstolos e chamou todos os sacerdotes, continua a nos chamar, disse.

Após perceber o chamado de Deus, depois que as vocações começam a ser acolhidas, elas precisam ser acompanhadas. Esse trabalho então é realizado pelo Grupo Vocacional Arquidiocesano (GVA).

- Ao chegar no GVA, os jovens vão entendendo o chamado de Deus para a vida deles. Os encontros acontecem no Seminário São José, no Rio Comprido, e através de atividades como palestras de formação, partilhas, retiros, dinâmicas, convivência, orações litúrgicas, o jovem vai percebendo como será no Seminário, explicou o seminarista Thiago Azevedo.


Já o seminarista Rodrigo de Oliveira trabalha no GVA desde o ano passado. Ele explicou que está sendo uma experiência muito enriquecedora e gratificante.

- É muito gratificante, nessa dimensão vocacional, a gente pensar que outros fizeram isso por nós. A gente lembra que participa desse primeiro contato alguém que acreditou nas nossas vocações. A gente se depara com realidades vocacionais diferentes, se identifica com o trabalho e, cada vez mais, se torna referência para outras pessoas. É uma responsabilidade ainda maior com a própria vocação, disse.

Por fim, certo do seu chamado e firme na vocação ao entrar para o Seminário, o jovem passa cerca de oito anos estudando. Nesse tempo precisa de uma grande estrutura. Para isso, eles contam com as Obras Vocacionais Sacerdotais.

O seminarista Edvaldo explicou que a OVS é constituída por senhoras e senhores que ajudam espiritualmente e financeiramente o seminário.

Neste Domingo do Bom Pastor e Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, rezemos de maneira especial pelos sacerdotes, seminaristas e por todos aqueles vocacionados que ainda não responderam o chamado do Senhor.

Fonte: arquidiocese.org.br

sábado, 14 de maio de 2011

Programa “Nas Ondas da PJ" estreia na Rádio Catedral






13/05/2011
Raphael Freire

Faltando menos de 100 dias para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madri, a Rádio Catedral FM 106,7 inova mais uma vez sua programação e presenteia toda a juventude carioca. Estreia, no próximo sábado, dia 14 de maio, às 12h20, o programa “Nas Ondas da PJ”.

Com o objetivo de evangelizar jovens através de jovens, o programa pretende mostrar o rosto da juventude católica carioca, que é reflexo de Cristo, através dos meios de comunicação.

- Objetivamos levar o rosto jovem para os meios de comunicação, sendo o programa de rádio uma das ferramentas pelas quais podemos mostrar o que é ser um jovem católico, conectado ao mundo, mas que se diferencia deste através de gestos concretos, disse Juliana Fernandes, que faz parte da PJ Arquidiocesana.

Segundo Anna Carolina Bayer, uma das apresentadoras do programa, o diferencial do “Nas Ondas da PJ” é que durante todo o processo de produção e realização estarão presentes as representatividades vicariais.

- Acho que o diferencial é que, nesse programa, estarão presentes os representantes de cada vicariato, trazendo suas perspectivas e realidades, fazendo o programa, de fato, reflexo da realidade juvenil de todo o Rio de Janeiro, disse Anna Carolina.

A apresentadora ressalta ainda que o programa foi uma conquista da pastoral, pelo pastoreio realizado sob o incentivo do Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antonio Augusto, que também é Bispo Animador da Juventude na cidade.

- Já era uma ideia antiga que vinha sendo fomentada no coração da equipe arquidiocesana anterior, e que Dom Antonio Augusto, nosso bispo animador, tornou real. A Pastoral da Juventude vê essa abertura da Rádio Catedral como uma nova forma de evangelização, e agradece de maneira mais que especial a disponibilidade desse espaço de comunicação para a juventude carioca, disse a jovem.

Segundo o diretor geral da Rádio Catedral, Padre Leandro Cury, realizar um programa para os jovens cariocas significa estar em unidade com a Arquidiocese.

- Para a Rádio Catedral, acolher um programa da Pastoral da Juventude é um sinal de comunhão com a Arquidiocese do Rio, tendo em vista que foi um pedido do Bispo Animador da Juventude, Dom Antonio Augusto, que não tem medido esforços para mostrar e ajudar as várias expressões da juventude no Rio. É com alegria que nós acolhemos esse pedido, disse Padre Leandro.


Para a escolha do nome do programa, foram realizadas enquetes em encontros vicariais, além de votações no perfil da PJ no Facebook. O programa, que terá três blocos, traz entrevistas, plenárias, bate papo e muita música. Temas ligados à Igreja serão tratados a partir da visão do jovem católico. E, para a estreia, estará presente a coordenadora arquidiocesana da PJ, Aline Barbosa, a coordenadora do vicariato norte, Maria Helena, e, além disso, o programa contará também com uma entrevista exclusiva do Bispo Animador da Juventude, Dom Antonio Augusto.

Pensando na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no mês de agosto, em Madri, a equipe da PJ acredita que o programa será mais uma ferramenta de divulgação e estímulo para a participação dos jovens. Inclusive alguns programas com temáticas relacionadas ao evento já estão sendo produzidos.

Com a possibilidade da cidade do Rio de Janeiro sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, os organizadores do programa preparam formas de contribuir para o evento, se colocando abertos para interagir na divulgação e propagação da importância da jornada para os jovens brasileiros, e, em especial, para os jovens cariocas.

Não só os jovens, mas todos os ouvintes da Rádio Catedral FM 106,7 poderão interagir durante o programa através do Facebook PJ RIO, do Twitter @pj_rj ou ainda pelo e-mail nasondasdapj@radiocatedral.com.br. O programa “Nas Ondas da PJ” será transmitido pela Rádio Catedral todos os sábados, às 12h20min.
Confira o vídeo e “Curta essa Onda”. http://www.youtube.com/watch?v=bx7wyl0wU8M

Primeiro Acústico PJ + Balada Jovem



A Pastoral da Juventude do Vicariato Leopoldina e a Paróquia Santa Bárbara e Santa Cecília, em Vigário Geral, vão realizar, no dia 28 de maio, às 17h, o 1º Acústico PJ + Balada Jovem. O ministério Eucaristia e os DJ’s vão animar a juventude. Ingressos antecipados já estão à venda e custam R$3,00. No dia do evento passarão a R$5,00. A Paróquia Santa Bárbara e Santa Cecília fica na Rua Alvarenga Peixoto, 155, Vigário Geral. Mais informações pelo telefone: 3451-8649.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dom Antonio Augusto: “Esse tipo de legislação compromete a família”



12/05/2011
Andréia Gripp

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, participou da coletiva de imprensa da quarta-feira, dia 11, na 49ª Assembleia Geral (AG) da CNBB e falou aos jornalistas sobre a nota emitida pelos bispos reunidos, a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à união entre pessoas do mesmo sexo.

Segundo Dom Antonio, a união estável entre pessoas do mesmo sexo não pode ser equiparado à família nem pela Constituição Federal muito menos pela origem da família com base nos projetos de Deus.
— Esse parecer do Tribunal quis equiparar a união estável de pessoas do mesmo sexo à família, acrescentando um item a mais, porque tanto o artigo 226 da Constituição como o artigo 1723 do Código Civil Brasileiro falam apenas dos três tipos fixados pelo direito, com relação à família: união entre homem e mulher; união estável entre um homem e uma mulher que teve um casamento civil, e as relações monoparenterais, tanto ascendentes quanto descendentes”, explicou.
Ele informou que a nota da CNBB teve como fundamentação a doutrina da Igreja, a lei natural, a sagrada escritura e o magistério da Igreja.
— Quando a Igreja fala que esse tipo de legislação compromete a família, basea-se na sua experiência pastoral e histórica. Sempre que a família foi equiparada a uma situação diferente da querida por Deus, isso levou ao desequilíbrio na constituição da sociedade. A família não é uma construção humana e tão pouco um produto cultural. Ela é um projeto divino em vista ao bem da humanidade, frisou.

O bispo deixou claro, também, que “a Igreja é depositaária de uma doutrina que não lhe pertence e que interpreta essa doutrina revelada por Deus”. Ele destacou que entre os pontos importantes está a identidade da família “fundada sobre o consentimento mútuo entre um homem e uma mulher, frisando a complementaridade dessas pessoas e aberta à transmissão da vida e educação”.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Evangelizar a partir de Cristo e no Espírito Santo



11/05/2011
Andréia Gripp

Evangelizar a partir de Cristo e na força do Espírito Santo. Este é o principal foco das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), que foram aprovadas pelos Bispos reunidos na 49ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida. A votação do texto final aconteceu no dia 9 de maio e o Documento obteve 271 votos, dos 274 votantes.

E com que espírito se fará essa evangelização? “Como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo”, afirma o texto. O Documento tem cerca de 50 páginas e 130 parágrafos.


Para o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, as novas diretrizes estão em continuidade com o trabalho pastoral da Igreja no Brasil, ao mesmo tempo em que trazem toda a novidade do Documento de Aparecida, atualizada para a realidade do Brasil.

— Segue a tradição da Conferência, porém atualiza as ações focando os problemas de hoje”, disse.

O Bispo Auxiliar do Rio Dom Paulo Cezar Costa, complementa:

— A partir de Aparecida, olhamos para a grande questão da evangelização hoje, do anúncio de Jesus Cristo e da presença da Igreja nos diversos setores do complexo mundo em que vivemos, seja no meio rural ou no urbano, lembrou.

Para ele, o texto apresenta uma visão esperançosa da realidade.


O Documento olha com esperança, incentiva e quer cada vez mais que a Igreja possa fazer um anúncio de qualidade, um anúncio que conduza de fato ao seguimento de Jesus Cristo e propicie a formação de um cristão missionário, que seja capaz de assumir sua missão no mundo, destacou.

Já o Bispo Auxiliar do Rio Dom Pedro Cunha Cruz aponta como importante na confecção e finalização das novas diretrizes a análise da mudança de época e a crise de identidade que o mundo hoje vive, que, conforme afirma o Documento de Aparecida, exige da Igreja uma conversão pastoral e o investimento na transmissão da fé.

— É necessário abandonar estruturas que não permitam mais a transmissão da fé e abraçar uma nova roupagem, para que a Igreja se apresente de maneira mais atraente à sociedade. Recomeçar a partir de Cristo e centrar a nossa ação missionária e pastoral no encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo. A pessoa de Jesus Cristo deve ser sempre ponto de partida da nossa missão, pontuou.

Neste contexto, afirma o Bispo Auxiliar, o Documento da CNBB apresenta a necessidade de uma iniciação e/ou reiniciação da fé:

— Uma necessidade maior de contato com a Palavra de Deus e uma efetiva experiência da vida em comunidade, informou.

Dom Pedro lembrou que é neste sentido que se tem trabalhado a confecção do 11º Plano de Pastoral de Conjunto na Arquidiocese do Rio.


— Temos ainda muitas pessoas que se dizem católicas, mas têm pouco contato com a Palavra de Deus e pouca vivência comunitária. O nosso Plano de Pastoral já tem sublinhado bem esses aspectos, explicou.

Ele também lembrou que as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil apontam a missão e a evangelização como uma tarefa de todos: bispos, padres, consagrados e fiéis leigos.

— Não é possível mais conceber que todos os fiéis não sejam protagonistas da ação evangelizadora. Todos são convidados a assumir essa responsabilidade diante do mundo, esse desafio que a Igreja nos propõe. Por amor à Igreja de Cristo Jesus queremos nos colocar nessa opção, disse.

O bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, apontou como novidade no Documento da CNBB o aprofundamento da questão acerca da animação bíblica de toda pastoral, a partir da Exortação Apostólica Verbum Domini, do Papa Bento XVI.


— Retomando o documento do Papa, as diretrizes afirmam que a Palavra de Deus, que é uma pessoa, se comunica através da tradição e através das Sagradas Escrituras. (...) É um trabalho muito interessante, que responde aos maiores desafios do nosso tempo e apresenta uma mensagem cheia de esperança, opinou.

Veja, abaixo, o esquema geral do Documento aprovado pela 49ª Assembleia Geral: OBJETIVO GERAL

INTRODUÇÃO

I - PARTIR DE JESUS CRISTO

II - MARCAS DE NOSSO TEMPO

III - URGÊNCIAS NA AÇÃO EVANGELIZADORA

3.1. Igreja em estado permanente de missão

3.2. Igreja: casa da iniciação à vida cristã

3.3. Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral

3.4. Igreja: comunidade de comunidades

3.5. Igreja a serviço da vida plena para todos

IV - PERSPECTIVAS DE AÇÃO

4.1. Igreja em permanente estado de missão

4.2. Igreja: casa da iniciação à vida cristã

4.3. Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral

4.4. Igreja: comunidade de comunidades

4.5. Igreja a serviço da vida plena para todos

V - INDICAÇÕES DE OPERACIONALIZAÇÃO

5.1. O plano como fruto de um processo de planejamento

5.2. Passos metodológicos

CONCLUSÃO: COMPROMISSO DE UNIDADE NA MISSÃO

Maria, Mãe da Igreja







08/05/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

"Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada"(Lucas 1,48).
Que honra é para todos nós podermos chamar Maria, Mãe de Deus, de nossa Mãe. Pela vinda do Filho de Deus que se tornou um de nós, e confirmou no alto da Cruz com a palavra a João que somos seus filhos: “Mulher, aí está o teu filho”. Depois disse para o discípulo: “Aí está a tua Mãe”(Jo 19, 26-27).

Maria, Rainha do céu, escolhida para ser a Mãe de Deus, se proclama a sua serva e age na terra com o seu coração tão grande quanto o mundo, intercedendo pelos povos junto a seu Filho Jesus. Maria, com o seu sim obediente a Deus, e aí está o importante exemplo: escuta a Palavra e a acolhe na obediência, muda a nossa história, leva-nos ao Evangelho de Cristo e convida-nos a uma vida santa.

É neste mês tradicionalmente dedicado à Maria que se comemora o Dia das Mães. São muitos os verbos da maternidade: conceber, alimentar, consolar, doar, orientar, amar, proteger, educar, cuidar, edificar, evangelizar - e as mães conseguem conjugar todos simultaneamente, com a força do amor e a inspiração em Maria Santíssima.

A chegada do segundo domingo de maio nos faz recordar nossa vida, nossa família, a beleza da criação. Não deixemos o apelo comercial distorcer o sentido dessa data, que deve ser celebrada por todos com agradecimento, reconhecimento e oração a todas as mães, as que estão em nosso meio nos alegrando e nos enchendo de carinho e as que estão na comunhão dos santos rezando por cada um de nós.

E, junto com o mês temático, temos também a festa mariana de Fátima nesta semana. Aqui no Rio de Janeiro, iremos inaugurar uma réplica da Capela das Aparições. Um presente a todos nós, que assim podemos, ainda mais, orar em um local especial e reavivar nossa fé.

Aproveitando esse dia, peço que Deus abençoe a cada dia as mães. Não apenas hoje, mas todos os dias porque são dias santificados no Senhor e dedicados às Mães. É graças ao amor de uma Mãe com um Pai que temos constituída a família querida e amada por Deus. Que a Maternidade, a exemplo de Nossa Senhora, seja celebrada pelo Estado Brasileiro dentro de nossa tradição em reconhecer o casamento de um homem com uma mulher como expressão familiar, porque gera vida, fertilidade, amor puro e santo, sacrário divino de Deus no amor de um homem por uma mulher pelo sacramento do matrimônio.

Rezemos também por aquelas mães que sofrem a perda de seus filhos queridos, especialmente nos acontecimentos de um mês atrás, e nessa intenção colocamos todas aquelas que passam pelas tribulações. Colocamos também no coração de Deus todas as dificuldades hoje enfrentadas pela mulher e mãe para levar adiante a educação e orientação de seus filhos e conduzir a família em meio a tantas pressões contrárias. Peço a Deus para que, compreendendo a sublime missão das mães, sempre dê a elas forças para orientar seus filhos, levando-os ao caminho do Evangelho, regando suas vidas com amor, paciência e oração para alcançar a salvação eterna.

Deixo minha benção a todas as mães e consequentemente a todas as famílias. Que Maria seja o exemplo e a intercessora de todos.
Dom Orani João Tempesta

“Vamos conduzir a CNBB segundo diretrizes pastorais”











11/05/2011
Andréia Gripp

Surpreso, com confiança em Deus e convicção de que a sua eleição foi uma manifestação dos desígnios do Senhor sobre a sua vida. Assim o Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raimundo Damasceno Assis afirmou ter recebido, no dia 9 de maio, os votos de 196 bispos que o tornaram o novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para o próximo quadriênio (2011-2015).

— Numa eleição na CNBB não existem candidatos. Ninguém se candidata a presidente. O que acontece é aceitarmos a responsabilidade que os bispos resolvem confiar a um de nós, explicou.

Humildade e simplicidade: formas por meio das quais o Cardeal afirmou que conduzirá a sua missão à frente da CNBB nos próximos quatro anos. Para ele, a maternidade de Nossa Senhora é a garantia de um bom exercício de sua função.

— Confio na graça de Deus e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e de nossa Arquidiocese, frisou.

Confira a entrevista que Dom Damasceno concedeu à Arquidiocese do Rio

Comunicação: O senhor foi secretário-geral da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003) e está terminando o seu mandato como presidente do Conselho Episcopal da América Latina e Caribe. Como recebeu o anúncio de mais uma eleição?

Dom Damasceno: Com uma certa surpresa, mas com naturalidade, porque Deus manifesta de diversas maneiras a Sua vontade para cada um de nós. E fez isso nesta eleição, através dos meus irmãos de episcopado. Deus está me pedindo, agora, esse serviço: servir à Igreja do Brasil através da presidência da CNBB. Confio na colaboração de todos os bispos, para que eu possa, então, realizar a contento e com muito proveito para a Igreja no Brasil essa missão, que não é exclusivamente minha. É, na verdade, uma missão e uma responsabilidade de todo o episcopado e também daqueles que serão eleitos para os outros cargos de presidência de comissões pastorais.

Comunicação: Qual o espírito que animará a nova presidência?

Dom Damasceno: Sem dúvida será o espírito que anima todas as diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil: o espírito missionário, a missão. Vamos conduzir a CNBB segundo as diretrizes pastorais. A Igreja é enviada por Jesus Cristo a levar o Evangelho a todas as pessoas, faz parte da essência da natureza da Igreja ser missionária, ser testemunha do Evangelho no mundo de hoje, seja pela Palavra, pelo anúncio, pela pregação, ou, sobretudo, pelo testemunho de vida coerente com aquilo que anuncia e prega, que é o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunicação: Quem será convocado para essa missão?

Dom Damasceno: Para essa missão evangelizadora todos estão convocados. Todos têm direitos e deveres em participar dessa missão, em virtude dos sacramentos do Batismo e do Crisma, que nos tornam membros da Igreja e ungidos pelo Espírito Santo. E o Espírito Santo nos impulsiona a sermos testemunhas do Evangelho no mundo de hoje, como cristãos, como católicos.

Comunicação: Como será o relacionamento com o governo e a sociedade?

Dom Damasceno: A CNBB é aberta ao diálogo com todas as instâncias da sociedade e está sempre disposta a colaborar com o governo, com as autoridades públicas, em tudo o que diz respeito ao bem do povo.

A nova presidência da CNBB

No dia seguinte à eleição de Dom Damasceno, 10 de maio, foram eleitos o vice-presidente da Conferência, Dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luiz (MA), com 215 votos, e o secretário-geral da entidade, Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo da Prelazia de São Felix (MT), com 201 votos.

Havia um desejo dos bispos reunidos na 49ª Assembleia Geral em reeleger Dom Geraldo Lyrio Rocha como presidente, mas ele usou a tribuna da plenária da AG para anunciar que não aceitaria uma eventual reeleição.

— O estatuto da CNBB estabelece que ‘é permitida uma única vez a reeleição para exercer o mesmo cargo no quadriênio imediatamente seguinte’ (Art. 26) e que ‘a permanência na Presidência só é permitida por dois mandatos consecutivos’ (Art. 43 § 3º). Baseados nisso, alguns irmãos bispos manifestaram-me o desejo de me reelegerem para o segundo mandato. Entretanto, peço permissão aos irmãos para dizer-lhes que eu não aceitaria uma eventual reeleição para o cargo de Presidente da CNBB. Julgo que dei minha modesta colaboração à Igreja no Brasil, dividindo, nos últimos quatro anos, com Dom Luiz Soares Vieira e Dom Dimas Lara Barbosa as pesadas responsabilidades que recaem sobre a Presidência da CNBB. Agradeço a compreensão de todos, afirmou Dom Lyrio em seu pronunciamento.
Fonte: www.arquidiocese.org.br

terça-feira, 10 de maio de 2011

Semana Mariana na PUC – Rio



10/05/2011


Entre os dias 10 e 12 de maio, o Centro de Pastoral Anchieta, na PUC - Rio, promove a Semana Mariana. Na terça-feira, 10 de maio, às 12h30m, será celebrada a missa em homenagem às mães na Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

Entre a terça, 10 de maio e a quinta, 12, das 9h às 17h, no Salão da Pastoral, haverá uma exposição de imagens de Maria e de outras mulheres que se destacam em diversas áreas.

Já na quarta-feira, 11 de maio, às 13h, no mesmo local, o Café Teológico abordará o tema “Maria: discípula perfeita”, com participação das professoras do Departamento de Teologia Lina Boff e Tereza Cavalcanti e do coordenador da Pastoral, Padre Alfredo Sampaio Costa.

Para encerrar, na quinta-feira, 12 de maio, às 13h, também no Salão da Pastoral, será exibido o filme Natividade (Nativity, 2006), de Mike Rich.

Outras informações pelo telefone 3527-1348 ou pelo e-mail pastoralanchieta@gmail.com .

A PUC - Rio fica à Rua Marquês de São Vicente, 225, na Gávea.

CNBB tem novos vice-presidente e secretário





10/05/2011
Nice Affonso

Nesta terça-feira, 10 de maio, a CNBB, durante a 49ª Assembleia Geral (AG), elegeu o Arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva para ser seu novo vice-presidente e o Bispo da Prelazia de São Felix (MT), Dom Leonardo Ulrich Steiner para novo secretário geral. Dom José Belisário foi eleito no segundo escrutínio, com 215 votos, e Dom Leonardo Ulrich Steiner no primeiro escrutínio, com 202 votos.
Após a eleição de ontem — quando o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno, já havia sido proclamado presidente com 196 votos — e com as eleições de hoje, fica completa a nova Presidência da CNBB. A posse da nova equipe, que terá mandato de quatro anos (2011-2015), será na próxima sexta-feira, dia 13, na sessão de encerramento da 49ª AG
Dom Belisário presidiu a Comissão que elaborou as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas ontem pela Assembleia, para o quadriênio 2011-2015. O Documento obteve 271 votos dos 274 votantes. Houve um voto contrário e dois em branco.
O Documento, que tem cerca de 50 páginas e 130 parágrafos, aponta como objetivo geral “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo” .
Comissões:
Os presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais também devem começar a ser escolhidos ainda hoje. Eles são eleitos com maioria absoluta dos votos no primeiro ou segundo escrutínio. Não havendo escolhido, faz-se um terceiro escrutínio com os dois mais votados no segundo escrutínio.
Serão escolhidos presidentes para as seguintes comissões:
1. Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada;
2. Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato
3. Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial
4. Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética
5. Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé
6. Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia
7. Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso
8. Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz
9. Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação
10. Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família
11. Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude
12. Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação
Biografia do novo vice-presidente:
Dom Belisário nasceu em 1945, em Carmópolis (MG). Foi ordenado Padre em 1969 e bispo (2000) em sua terra natal.
Estudou Filosofia no Convento São Boaventura, em Dalto Filho (RS) e Teologia, no Instituto Central de Filosofia e Teologia da Universidade Católica de Minas Gerais.
Foi vigário Paroquial, Reitor do Seminário Santo Antônio de Santo Dumont (MG), Definidor e Ecônomo Provincial, Professor de disciplinas em nível de 2º grau, professor de Psicologia Educacional em nível de 3º grau, Formador e Mestre de frades de profissão temporária. Antes de ser nomeado Arcebispo de São Luiz, Dom Belizário foi Bispo de Bacabal (MA) de 2000 a 2005.
Seu lema episcopal é: “Invisibilem Tamquam Videns” (Como se visse o invisível) .
Biografia do novo secretário-geral:
Dom Leonardo Ulrich Steiner nasceu em 1950, em Forquilhinha (SC). Ele teve sua ordenação presbiteral em 1978, em Forquilhinha, e episcopal em Blumenau (SC).
Dom Leonardo estudou Filosofia e Teologia no Instituto Franciscano de Filosofia e Teologia da Província Franciscana da Imaculada Conceição, em Petrópolis (RJ).
O Bispo prelado de São Félix já foi professor e orientador educacional no colégio dos Meninos Cantores de Petrópolis; mestre dos postulantes, professor e orientador educacional no Seminário Santo Antônio, mestre dos Noviços e mestre dos Irmãos de profissão temporária, vigário paroquial junto às paróquias de São Benedito, Guaratinguetá, São Paulo Apóstolo, Agudos e São Francisco (todas em São Paulo) e Rodeio (SC). Foi secretário para a Formação e Estudos da Província da Imaculada Conceição, conselheiro espiritual das equipes de Nossa Senhora. Vigário paroquial da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Perdões, na Arquidiocese de Curitiba (PR) e professor na Faculdade de Filosofia São Boaventura, da Associação Bom Jesus.
Seu lema episcopal é: “Verbo feito de carne”.
* Fonte: www.arquidiocese.org.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dia das Mães




08/05/2011
Dom Antonio Augusto Dias Duarte - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Como prescreve a clássica tradição dos homens a chegada do segundo domingo de maio traz consigo a figura da mãe, e com essa data vem logo à mente o conhecido ditado popular: “Mãe é uma só”.

Comemorar o Dia das Mães na atualidade é para o comércio uma oportunidade a mais para aumentar suas vendas e ganhos materiais, e favorecido pelas hábeis e eficazes ferramentas publicitárias repete o mesmo sucesso econômico do Natal, da Páscoa, do Dia dos Namorados, do Dia dos Pais, do Dia das Crianças, etc...

Ninguém mais duvida que o mundo consumista moderno é capaz de instrumentalizar as pessoas, fazendo-as peças de uma grande máquina de produtividade, até mesmo quando algumas dessas pessoas têm essa singularidade especial: mãe, uma só mãe, única mãe, querida e amada como uma pessoa inesquecível na vida dos filhos.

Contudo não é só o mundo consumista que instrumentaliza o ser humano, mas sobretudo o mundo da cultura promovida por grupos e organizações internacionais que consideram a maternidade uma situação de injustiça social para a mulher.

‘Mulher-mãe é uma só-fredora’ – o trocadilho não é forçado, mas indispensável dentro do tema –, pois ela se limita na sua feminilidade, no seu caráter, no seu modo de ser, de pensar ou de viver como mulher emancipada, livre, realizada social e profissionalmente, se ela se decidir pela maternidade responsável e quiser ter os filhos segundo um projeto de Deus para a sua família, sem deixar de viver os seus projetos pessoais.

Tantas mulheres conseguem conjugar uma intensa vida profissional, social e cultural, com a sua profunda vida de esposa, mãe e administradora do lar, sem se sentirem limitadas.

O consumismo e essa visão reducionista da mulher são dois fenômenos estreitamente unidos entre si, uma vez que o objetivo comum de ambos é a exaltação do puramente material, seja um vestido, um colar, uma profissão, um celular, seja o corpo feminino ou a potencialidade biológica.

A tendência do radical e capilar feminismo que se está injetando nas mentes das mulheres nas últimas décadas é particularmente perigoso para elas próprias e para a sociedade atual e futura.

É o perigo da permanência de um mundo ainda machista, mais degradante do que o anteriormente criado por aqueles homens que, com uma visão míope, só enxergavam a mulher como corpo-objeto e como uma peça indispensável do bom funcionamento da “máquina-casa”.

Há, portanto, uma sombra de machismo presente na cultura do feminismo radical, que se formou a partir de uma projeção exagerada da importância da igualdade dos sexos e que acabou sendo uma enorme e pesada carga sobre as mulheres, que elas acabam levando sozinhas, sem comprometer os homens.

Este fenômeno da hiper-valorização das mulheres, não só fora do lar mas também fora das suas realidades e qualidades próprias, como são: ser esposa, ser mãe, ser administradora, ter uma presença doce e terna, ver com raciocínio direto e pormenorizado, favorecer a união e a concórdia, viver a fortaleza do amor com a suavidade do gênio feminino, etc., conduziu muitas delas para uma situação social sombria.

As mulheres estão sendo deixadas sozinhas pelos homens, estão sendo abandonadas como objetos descartáveis, e não são necessárias estatísticas sobre o divórcio, sobre famílias monoparentais, sobre idosas abandonadas pela família e que vivem só com acompanhantes, comprovando assim a tese do machismo criado pelo juízo de valor distorcido dado pelo feminismo exagerado à mulher de hoje.

Os homens estão cada vez mais descomprometendo-se com a sua responsabilidade familiar e social diante da mulher, e o que é pior: muitos homens ainda não conseguem admirar a beleza do feminino e continuam enxergando só a perfeição estética feminina e a presença utilitária da mulher ao seu lado. Como poderão ser esposos fiéis, pais dedicados aos filhos, administradores de suas casas, responsáveis pela vida familiar, se suas mulheres consideram-se super-eficientes, super-capazes e super-bonitas fisicamente... em resumo: super-vendáveis?

No casamento, na família, na sexualidade, esse feminismo radical e capilarmente presente na formação das meninas, das adolescentes, das jovens universitárias, vai necessitando cada vez mais de direitos e de leis, muitas vezes contrárias à dignidade e ao papel da mulher na sociedade e no mundo, para que se mantenha um conceito consumista: ser mulher é ser um produto de primeira qualidade premiado nos mais conhecidos concursos ou leilões.

Os assim chamados direitos sexuais reprodutivos, as leis que pretendem estabelecer cotas de mulheres na política e nas empresas, o falso direito ao próprio corpo ou, mais cruelmente, direito a matar o filho dentro do seu seio, os projetos de leis a favor da profissionalização da prostituição ou, mais claramente, à continuidade do comércio feito por homens e mulheres insensíveis ao verdadeiro valor dessas pessoas assim exploradas, o direito que querem dar à livre distribuição de pílulas, de preservativos, o fácil acesso à laqueadura de trompa e à reprodução independente... e tantos outros direitos e projetos de leis, que só vão confirmando a presença de uma cultura feminista ‘anti-mulher’, destruidora da família e da sociedade.

Essa anti-feminilidade presente em muitas propostas desenvolvidas por organismos governamentais e não-governamentais está impedindo de ver os dons especificamente femininos presentes nas mulheres, especialmente aqueles que as tornam pessoas, mais atentas e melhores cuidadoras dos outros seres humanos, especialmente daqueles mais vulneráveis.

Daí que a sabedoria presente no ditado popular: ‘Mãe é uma só’ poderia desabrochar num outro dito: ‘Mulher é uma só-lidária’, é a pessoa que no mundo de ontem, de hoje e de sempre, solidifica as relações humanas com sua ternura, sua agudeza de espírito, sua fortaleza no amor e sua presença maternalmente atenciosa e esperançosa.

A comemoração do Dia das Mães reclama na atualidade uma reflexão mais profunda e séria sobre o que é o verdadeiro feminismo e sobre a missão da mulher e da mãe para a família e para a sociedade, pois quem não souber exatamente quem é a mulher nos planos de Deus jamais saberá compreender suficientemente o que é a maternidade em todas as dimensões.

Essa será sempre a missão da Igreja Católica, especialmente num mundo consumista preocupado em ‘vender’ uma imagem da mulher totalmente desfigurada. Como ela é Mãe dos homens e Esposa de Cristo Redentor, a Igreja, fundada por Jesus Cristo sobre a pedra de Pedro, enaltece e destaca, no Dia das Mães, o gênero feminino tão necessário e primordial para a história da humanidade.

O recente Beato João Paulo II, Papa das famílias e da juventude, mencionou o papel fundamental de Maria de Nazaré para a história dos homens quando interpretou as seguintes palavras saídas da sua boca na Visitação a Isabel. “Grandes coisas fez em mim o Todo-Poderoso” (Lc 1,49). Escreveu o Beato Papa: “Estas se referem certamente à concepção de Filho, que é ‘Filho do Altíssimo’ (Lc 1,32), o ‘santo’ de Deus; conjuntamente, porém, elas podem significar também a descoberta da própria humanidade feminina”.

Porém, continua interpretando essa afirmação no sentido de enriquecer ainda mais a feminilidade das mães: “‘grandes coisas fez em mim’: esta é a descoberta de toda riqueza, de todos os recursos pessoais da feminilidade, de toda eterna ‘originalidade’ da mulher, assim como Deus a quis, pessoa por si mesma, e que se encontra contemporaneamente por um dom sincero de si mesma. (...) Em Maria, Eva redescobre qual é a verdadeira dignidade da mulher, da humanidade feminina. Esta descoberta deve chegar continuamente ao coração de cada mulher e plasmar a sua vocação e a sua vida”. (cf. carta Apostólica Mulieris Dignitatem, Beato João Paulo II, 15.VIII. 1988, n. 11)
Dom Antonio Augusto Dias Duarte