terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Doze novos Diáconos para a Igreja

04/12/2011
Cláudia Brito

No próximo sábado, dia 10 de dezembro, às 8h30, 12 seminaristas da Arquidiocese do Rio serão ordenados Diáconos Transitórios durante a Missa, que será presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, na Catedral Metropolitana, no Centro. A celebração será transmitida pela Rede Vida, WebTV Redentor e pela Rádio Catedral (FM 106,7).

O lema da ordenação será: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (João 15,16).

— Essa Palavra revela que a vocação é, sobretudo, uma iniciativa divina e não somente humana. Todo o esforço do discernimento é apenas uma contribuição e uma comunhão com a vontade sonhada pelo coração de Deus. O Senhor, que nos chamou pela Igreja, até aqui nos ajudou, e pede de nós perseverança e fidelidade ao Evangelho. E, por isso, nós pedimos orações, afirmou o seminarista Antonio Augusto Bezerra.

O seminarista Jorge Carreira destacou a grande expectativa em receber o primeiro grau do Sacramento da Ordem:

— Espero que com a ordenação diaconal o Espírito Santo me leve a descobrir mais profundamente o serviço aos irmãos que mais necessitam. Desejo anunciar a todos o amor de Jesus — que ama a todos os homens, fazer cada vez mais Jesus conhecido através da pregação da Palavra e do testemunho do serviço no ministério diaconal, disse.

Após receber a oração consecratória, pela imposição das mãos do Arcebispo, os novos Diáconos poderão celebrar batizados, casamentos e dar a bênção litúrgica.

— Meu coração se alegra pela proximidade da ordenação e, ao mesmo tempo, pela certeza de que o sonho de Deus está se realizando em minha vida, comemorou Thiago Azevedo Pereira.

Confira o nome dos 12 novos Diáconos:

• Adriano José Gomes Divino

• Antonio Augusto da Silva Bezerra

• Francisco Fabiano Abreu de Freitas

• Jorge dos Santos Carreira

• Jorge Luiz Vieira da Silva

• Julio Cesar da Silva Santos

• Márcio Ferreira dos Santos

• Michel de Souza Bernardo

• Renan Féres Ferreira

• Rodrigo de Oliveira Dias

• Sidnei Guimarães Correia Junior

• Thiago Azevedo Pereira.

Sua Comunidade pode ajudar na preparação espiritual dos novos membros do clero. Imprima o roteiro do Tríduo Vocacional em preparação para a Ordenação Diaconal: Tríduo vocacional Diáconos.doc

* Colaboração: Leanna Scal e Renato Francisco

* Foto: Leanna Scal
Fonte: www.arquidiocese.org.br

sábado, 3 de dezembro de 2011

A importância do silêncio na liturgia


Dom Nelson Francelino Ferreira
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
03/12/2011
“O silêncio do infinito me aterroriza”, dizia Pascal, mas nós podemos dizer que o silêncio de Deus nos edifica e nos encanta, pois é no silêncio que Deus nos fala e se nos revela (Cf. 1Rs 19,11-13). O silêncio é, pois, liturgia, e não mera ausência de sons ou de vozes.

Romano Guardini dizia que o silêncio é a condição primordial para toda ação sagrada e, se fosse interrogado, diria que é com o aprendizado do silêncio que se deve começar a vida litúrgica. De fato sabemos que o silêncio favorece a meditação, mergulha-nos no mistério de Deus e de nós mesmos, como também favorece em nós a contemplação dos bens eternos.

A realidade, porém, de muitas de nossas celebrações pode ser um desafio para a aprendizagem do silêncio, pois estas passaram de um acontecimento até então silencioso e equilibrado para uma celebração exageradamente sonora, cheia de palavras e músicas, com sons às vezes estridentes, ruidosos mesmo, em detrimento da mensagem do canto e, o que é pior, abafando a voz da assembleia celebrante, sem ainda levarem em conta que muitos dos que vêm celebrar já foram “bombardeados” pelo vozerio atordoante do mundo em que vivemos.

A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II (Cf. SC nº 30) redescobriu a importância do silêncio litúrgico, retomando assim os valores de uma venerável tradição da Igreja, inspirada na revelação bíblica. Assim, o silêncio não pode mais ser descuidado, e até sacrificado, em nome de uma suposta participação ativa que se quer expressar apenas com vozes e gestos.

O episcopado francês, falando das exigências mal-orientadas e reguladas de participação ativa, “as quais não deixam mais espaço a um só momento de silêncio”, convida também a “observar a diferença profunda entre o silêncio de inércia das assembleias individualistas e informais, que precisa desaparecer, e o silêncio comunitário, alimentado e preparado pelo canto e pela catequese. O silêncio é o ápice da oração; é pela sua qualidade que se mede o esforço de participação”.

Analisando o texto dos diversos documentos da Igreja e de autores consagrados, percebe-se a qualificação do silêncio como “parte da celebração”, uma descoberta então feliz, que precisa ser entendida e aceita por todos, afastando aquele conceito às vezes negativo em que se vê o silêncio como momento estéril, de não participação ou de inércia.

Assim, em chave pedagógica, o silêncio é indicado como um dos elementos da liturgia a estar sempre presente na formação litúrgica de toda a Igreja. De acordo, pois, com a Instrução do Missal (IGMR nº 45), a natureza do silêncio depende do momento em que ele tem lugar na celebração, havendo sempre uma motivação mais geral que é a de promover a participação ativa dos fiéis (SC 30), levando-os a uma disposição viva para celebrarem os divinos mistérios, inserindo assim a assembleia no mistério que se celebra, pois o silêncio, favorecendo a escuta da Palavra de Deus, favorece também a sua acolhida e a resposta da meditação (IGMR nº 56).

Como dizia Dionísio, o Areopagita, capaz de criar o clima e as atitudes espirituais necessárias à experiência litúrgica e de oferecer às pessoas, comprometidas com a ação comunitária, um espaço vital para a sua inserção na ação celebrativa, com presença de viva interiorização, pois o silêncio “abre a fonte interior de onde brota a Palavra”, e seu cultivo na liturgia é sinal de maior maturidade celebrativa, silêncio, pois, que não é mutismo espiritual, mas momento vivificante da graça, na ação do Espírito.

JMJ Rio2013 lança aplicativo “Siga a cruz”



02/12/11
Rocélia Santos - Assessoria de Imprensa JMJ Rio2013

A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 dá mais um passo em direção à interatividade e informação com os jovens de todo o mundo. Está disponível o aplicativo “Siga a Cruz”, uma ferramenta oficial da JMJ Rio2013 que irá possibilitar, pelo celular ou tablet, acompanhar passo a passo o trajeto dos símbolos da JMJ (a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora) pelo Brasil. A ferramenta é gratuita é já está disponível para download.

Desenvolvido pelo departamento de Tecnologia da Informação da comunidade católica Canção Nova, a pedido do Instituto JMJ Rio2013, o aplicativo pode ser adquirido, inicialmente, pelos usuários de dispositivos iPhone, iPad e iPod. Em breve, será lançada também a versão para Tablets e smartphones com a plataforma Android.

A ferramenta tem como objetivo exibir de forma dinâmica, por meio de um mapa com recurso de geolocalização, o trajeto percorrido pela Cruz da JMJ Rio2013. Os usuários também poderão interagir com seus amigos via Twitter e Facebook, traçar rotas detalhadas para o local onde se encontra a Cruz e acessar galerias exclusivas de fotos.

“A ferramenta, que é gratuita, mostra em tempo real a localização da Cruz”, ressalta João Paulo Ferraz Kruschewsky, gerente de TI/Mobile da Canção Nova.

O Brasil já vive o clima da Jornada, com a peregrinação da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora, que desde o dia 18 de setembro estão no país. Os símbolos percorrerão todas as dioceses brasileiras e os países do Cone Sul em preparação para a JMJ Rio2013.

Como funciona

Com o aplicativo, o usuário irá visualizar, inicialmente, a posição atual dele dentro do mapa, por meio de um círculo azul, sendo atualizado automaticamente caso ele esteja em movimento. Através dos círculos de cores vermelho, verde e amarelo, serão apontados os locais onde a cruz esteve, onde ela está naquele momento e por onde ainda irá passar.

Os círculos verdes irão mostrar no mapa todos os locais que já foram visitados pela cruz, além de apresentar algumas informações como nome do local, endereço, data da visita (chegada e partida). O recurso irá permitir o compartilhamento, através das redes sociais (Facebook e Twitter), e dará a opção “Como chegar aqui”, que traça a rota partindo do seu local de origem até chegar ao ponto marcado com a cruz.

O círculo vermelho apontará o local atual onde a cruz se encontra, com informações da região e opções de como chegar lá.

Já o círculo amarelo indicará todos os locais cadastrados que serão visitados pela cruz. Assim como nas outras opções, o usuário também poderá visualizar as informações da região que receberá os símbolos.
Fonte: www.arquidiocese.org.br

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os ‘braços’ da JMJ Rio2013


02/12/2011
Renata Rodrigues - Comunicação JMJ Rio2013

O trabalho do setor responsável pelos voluntários do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 está a pleno vapor. Com a abertura oficial da Feira da Providência, na última quarta-feira, 30, no Riocentro, os visitantes poderão ver já em ação um grupo de 150 voluntários que irá divulgar não só voluntariado, mas também informações sobre a hospedagem e a conta criada para receber doações para a Jornada.

Os voluntários estarão no estande da JMJ, na área destinada à Arquidiocese do Rio. O cadastro para voluntários online poderá ser feito a partir de dezembro no site oficial da JMJ Rio2013: www.rio2013.com.

Para esclarecer as dúvidas, os interessados em ser voluntários para a jornada podem enviar e-mails para: volunt@rio2013.com . Os e-mails deverão ser endereçados (no assunto) da seguinte forma: para voluntários diocesanos (residentes das cidades do Rio de Janeiro e Niterói) a pessoa para o contato é Thaise; para voluntários nacionais o contato é Michele; para aqueles internacionais de língua inglesa e alemã, endereçar a Pedro; e para os voluntários de língua espanhola e francesa o contato é Lorena.

Volunt@rio2013.com

O Setor de Voluntários tem participado dos principais eventos dentro e fora da arquidiocese, começando o trabalho de motivação e captação de pessoal.

No dia 23 de novembro, eles fizeram a primeira reunião organizacional de equipes. Foram convocados, nesta fase inicial, 24 voluntários, a maioria com formação na área de comunicação.

A reunião foi conduzida pelo responsável do setor, padre Ramon Nascimento. Os participantes puderam conhecer um pouco sobre o que é a Jornada Mundial da Juventude, como é formado o COL e também como será o trabalho que será realizado por eles até 2013.

Essas primeiras equipes foram dividas em três pontos de ação principais: a criação e alimentação da Revista PDF, voltada exclusivamente para o voluntariado, o atendimento aos voluntários e a alimentação do site e redes sociais.

A equipe do setor esteve presente ainda no encontro vocacional, no encontro de novas comunidades em Cachoeira Paulista (SP) e no Encontro de Jovens da Renovação Carismática da Região Sudeste.

Durante o Halleluya, o evento de música, arte e cultura da JMJ, promovido pela arquidiocese e Comunidade Shalom, cerca de 200 voluntários trabalharam na divulgação.

Ajude a construir a Jornada

Uma das formas de participar da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, além daquelas mais conhecidas como voluntariado, através das inscrições ou acolhida a peregrinos, é fazendo doações para que a Jornada seja viável financeiramente.

“A ideia é que todos participem, que construamos juntos a Jornada” afirmou cônego Marcos William Bernardo do Comitê Organizador Local (COL). Cônego Marcos é responsável pela Comissão de Cultura e atua na captação de recursos do COL.

Ele lembra que a jornada quer acolher os peregrinos de todo o Brasil e dos mais diversos cantos do mundo e para que isso seja possível é importante que se tenha uma estrutura adequada.

“Doar é fazer algo concreto. É acreditar na construção da paz, em um futuro melhor, na mudança da realidade. É acreditar na juventude”, ressaltou.

As doações podem ser feitas para o Instituto Jornada Mundial da Juventude Rio de Janeiro: Banco Bradesco - agência 0814-1, conta corrente 80.000-7.
Fonte: www.arquidiocese.org.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CONCURSO PARA A LOGOMARCA DA JMJ 2013 CHEGA AO FINAL


As logomarcas finalistas do concurso para escolha da marca da Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro, chegaram ontem, dia 28, a Roma. Elas foram apresentadas ao Pontifício Conselho para os Leigos, no Vaticano, pelo bispo auxiliar do Rio de janeiro, e responsável pelo Setor de Captação e Gestão de Recursos no Comitê Organizador Local (COL), Dom Paulo Cezar Costa.
Foram quase 200 participantes de várias partes do Brasil e do mundo. Durante o processo de seleção as logomarcas foram avaliadas por um grupo de designers, por uma comissão do Setor Juventude e também pelos setores pastoral e presidência do COL.
A data para o anúncio da logo vencedora dependerá diretamente dos trâmites de avaliação do Pontifício Conselho. Dom Paulo recebeu as logos durante a Assembleia Arquidiocesana que aconteceu no último final de semana, 26 e 27, no Colégio Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Os trabalhos na assembleia foram conduzidos pelo arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, com o apoio do coordenador de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado.
No encontro houve uma apresentação dos membros da comissão organizadora da JMJ Rio2013. Os representantes das equipes falaram sobre os desafios a ser superados, motivando os participantes a se empenharem na organização do evento, principalmente na dimensão do acolhimento.
FONTE:CNBB

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Arquidiocese realiza Festival Halleluya em preparação à JMJ RIO2013


Uma grande festa de arte, cultura, promoção humana e diversão para a juventude. Assim será o Festival Halleluya, primeiro grande evento de massa realizado na Arquidiocese do Rio em preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) RIO2013. Ele acontecerá nos dias 26 e 27 de novembro, das 15h às 23h, no Parque Quinta da Boa Vista. A entrada será gratuita.
O Festival Halleluya, que tem como tema "Solte a sua voz", é o maior festival de música católica do Brasil. Nasceu em 1997, na cidade de Fortaleza, onde este ano reuniu cerca de 900 mil pessoas em cinco dias de festa. Atualmente é realizado em diversas capitais do Brasil e em alguns países: Israel, França, Inglaterra, Itália.
Para esta primeira edição no Rio de Janeiro, o Festival, que é organizado pela Comunidade Católica Shalom, espera reunir um público de mais de 20 mil pessoas.
"O objetivo do Halleluya é ser um grande sinal de paz para a cidade do Rio. Queremos que sejam dois dias de muita festa e alegria, nos quais os jovens poderão experimentar a verdadeira felicidade, de maneira sadia, segura, descontraída, na 'Festa que Nunca Acaba' ", afirmou Roneide Monteiro, coordenadora do evento.
Na programação, shows musicais, apresentações artísticas de dança e teatro, além de um espaço especial para a juventude e para as crianças, com games e grafitti.
A promoção humana e social também será uma marca do evento. Em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos haverá atividades diversas, como corte de cabelo e emissão de documentos, entre outros.
Como atividade religiosa, será celebrada a Santa Missa, presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta e haverá ainda um espaço denominado “Tenda da Misericórdia”, um lugar reservado para adoração ao Santíssimo Sacramento, confissões, aconselhamentos e orações.

Atrações musicais
Estão confirmadas as presenças dos seguintes cantores e bandas católicas: Missionário Shalom, banda Dominus, Anjos de Resgate, Suely Façanha, Alto Louvor, Cosme, Olívia Ferreira, Bruno Camurati, banda Bom Pastor e Márcio Pacheco. Haverá, também, as apresentações dos DJs da Cristoteca e o espetáculo teatral Canto das Írias.

Serviço:
Festival Halleluya 2011 - Rio de Janeiro
Dias 26 e 27 de novembro de 2011
Local: Parque Quinta da Boa Vista
Horário: 15h às 23h
Entrada: gratuita

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Princesa Isabel: redentora ou santa?


20/11/2011
Dom Antonio Augusto Dias Duarte - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Comecei a escrever esse artigo no dia 14 de novembro de 2011, sabendo que há 90 anos falecia, em Paris, a primeira mulher que governou o Brasil, a princesa Isabel Cristina Leopoldina Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança. Era também uma segunda-feira, e no Castelo d’Eu, na Província da Normandia, em consequência de uma insuficiência cardíaca agravada por congestão pulmonar, a três vezes regente do Império brasileiro pronunciava o seu definitivo “sim” a Deus, aceitando a morte bem longe de sua amada pátria, o Brasil.

No seu testamento feito em Paris, no dia 10 de janeiro de 1920, encontram-se os seus três grandes amores. Assim se lê nesse documento revelador: “Quero morrer na religião Católica Apostólica Romana, no amor de Deus e no dos meus e de minha pátria”.

Inseparáveis no coração de mulher, de mãe e de regente, esses amores, vividos com fidelidade e heroísmo, constituíram o núcleo mais profundo de seu caráter feminino, sempre presente na presença régia dessa mulher – esposa, mãe, filha, irmã, cidadã – e, sobretudo, na sua função de uma governante incansável na consecução de uma causa que se arrastava lentamente no Império desde 1810: a libertação dos escravos pela via institucional, sem derramamento de sangue.

Conhecendo com mais detalhes a vida dessa regente do Império brasileiro e conversando com várias pessoas sobre a sua possível beatificação e canonização num futuro próximo, fico admirado com suas qualidades humanas e sua atuação política, sempre inspirada pelos princípios do catolicismo, e, paralelamente, chama-me atenção o desconhecimento que há no nosso meio cultural e universitário sobre a personalidade dessa princesa brasileira.

Sabemos que sua atuação política, inspirada pelos ensinamentos evangélicos, não foi bem acolhida na corte e na sociedade da sua época, quando a economia brasileira dependia desse sistema escravagista tão indigno do ser humano. Sabemos que sua vida católica profunda e ao mesmo tempo muito prática incomodava, a tal ponto que comentários pejorativos – tal como acontece ainda hoje quando se é autenticamente católico – sobre sua “beatice” eram muito frequentes entre os políticos da sua época. Sabemos que as suas ações beneméritas e de caridade cristã não só a levaram a abraçar essa causa abolicionista, mas também a varrer a Capela Imperial de Glória (a Igreja do Outeiro) com as mulheres escravas e a viver com constância duas das inúmeras preocupações cristãs: rezar pelo Brasil e pela conversão dos ateus.

O que sobressai nesse saber histórico e nos permite falar e agir no sentido de abrir um processo canônico de beatificação dessa primeira mulher governante do Brasil é a sua fé firme, a sua fervorosa caridade e a sua inabalável esperança cristã, que a conduziram por um caminho muito característico das pessoas que respondem à chamada, presente no sacramento do Batismo, santidade. O caminho da defesa da dignidade e dos autênticos direitos humanos, tão necessário para a construção de um país onde a justiça social e a paz entre os homens fortalecem as relações entre todas as classes sociais, não é apenas uma atitude política, mas é uma ação própria dos santos de todos os tempos e, principalmente, da nossa época moderna e pós-moderna.

A princesa Isabel, como católica, esposa, mãe e governante do Brasil, sabia muito bem que a fé, a esperança e a caridade cristãs não conduzem a um refúgio no interior das consciências ou não são para serem vividas somente entre as quatro paredes de uma igreja, mas comprometem os católicos na busca incansável de soluções para os grandes problemas sociais da época da história na qual vivem.

Foi por isso que a princesa Isabel mereceu a mais suma distinção da Igreja Católica, a Rosa de Ouro, conferida pelo Papa Leão XIII, em 28 de setembro de 1888, um prêmio que é análogo ao atual Prêmio Nobel da Paz, e até hoje foi a única personalidade brasileira a receber essa comenda, guardada no Museu de Arte Sacra do Rio de Janeiro.

Os passos que começaram a ser dados para a abertura do processo de beatificação da princesa Isabel na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro estão perfeitamente sincronizados com as reais necessidades do nosso país, governado hoje pela segunda mulher brasileira. Ontem, como hoje, a promoção da vida dos mais marginalizados no Brasil, a defesa do “ventre livre”, onde as crianças podem desenvolver-se sem a entrada de máquinas aspiradoras e assassinas das suas vidas, a atenção social e econômica mais urgente com os “escravos do álcool, do crack, dos antivalores” que acabam com boa parte da juventude brasileira, a tolerância e o respeito pela pluralidade religiosa e a abertura ao diálogo sincero entre as diversas camadas sociais são prioridades que devem ser atendidas num esforço comum entre católicos, evangélicos, muçulmanos, judeus, seguidores das religiões africanas, enfim, por todos que têm amor pelos seus entes queridos e pelo Brasil à semelhança da princesa Isabel.

Para que no Brasil se respire a verdadeira liberdade e haja realmente unidades pacificadoras no meio das cidades espalhadas, e não em comunidades cariocas dominadas pelo tráfico de drogas, urge ter homens e mulheres, como a princesa Isabel, o frei Galvão, a irmã Dulce etc., que com suas vidas exemplares na fé, na esperança e na caridade, sejam testemunhas vivas da santidade, que não passou de moda, pois os santos continuam sendo os grandes conquistadores e construtores do mundo onde a humanidade pode habitar.

Vale a pena considerar com pausa e reflexão essa chamada feita no início do Terceiro Milênio pelo saudoso Papa João Paulo II para a hora em que estamos vivendo na Igreja.

“É hora de propor de novo a todos, com convicção, essa medida alta da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nessa direção (...). Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um” (cf. Carta Apostólica no início do Novo Milênio, beato João Paulo II, n. 31, 6.1.2001).
Fonte: www.arquidiocese.org.br

Dom Filippo Santoro e seu novo Ministério na Itália



O Papa Bento XVI nomeia o Bispo Dom Filippo Santoro atual Bispo de Petrópolis do Estado do Rio de Janeiro, para Arcebispo de Taranto, na Itália.
QUE DEUS ABENÇOE SEU NOVO MINISTÉRIO. PARABÉNS!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

IGREJA DE SANTANNA: WEBTV REDENTOR VAI TRANSMITIR A SEMANA DE CRISTO REI EM SANT'ANA


Nestor Rangel e Felipe-Direção Geral da Webtv Redentor

ALTAR DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO - IGREJA DE SANT'ANA - Praça Cardeal Leme, nº 11 - RIO DE JANEIRO Centro - cep 20230-200 tel: 2224 0710.

A Webtv Redentor concluiu os trabalhos de preparação para a transmissão das Missas da Semana de Cristo Rei em Sant'Ana, que acontecerá entre os dias 13 a 20 de Novembro. Durante esses dias, quem não puder comparecer a esse grande testemunho de fé, poderá acompanhar pela internet, acessando o nosso blog ECOS DE SANTANA. Durante toda a semana, a equipe da Pascom estará publicando as principais fotos deste grande evento religioso.

Confira a programação de transmissão da Webtv Redentor:
Domingo - dia 13 - 10 horas: Missa da inauguração do Centro de Evangelização Sant'Ana com nosso arcebispo DOM ORANI JOÃO TEMPESTA

Segunda -dia 14 - 22 horas - Vigília dos Jovens adoradores, com Padre Renato Martins e Padre Joãozinh0 SCJ.r

Terça -dia 15 - 19 horas - Padre Robson de Oliveira - Missa dos Filhos do Divino Pai Eterno.

Quarta-dia 16 - 18 horas - Noite Carismática com o Padre Eduardo Dougherty e Padre Geovane Ferreira.

Quinta -dia 17 - 18 horas - Missa de Cura com Dom Cipriano Chagas, OSB

Sexta - dia 18 - 18 horas - Missa de Cura das famílias com Frei Rinaldo Stecanela.

Domingo dia 20 - 18 horas - Missa solene da Festa de Cristo Rei do Universo com Padre Reginaldo Manzotti.

Para acompanhar acesse o link ao vivo:www.aovivo.redentor.tv.br .

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dia de Finados – Dia da Esperança


02/11/2011
Dom Nelson Francelino - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

O Dia de Finados coloca-nos diante de uma questão fundamental para nossa existência: a questão da morte. Nosso modo de enfrentar a vida depende muito do modo como encaramos a morte, e vice-versa! Temos que pensar na morte, pois quando o homem não pensa na morte, esquece que é finito, passageiro, fugaz e se ilude.

Há alguns que diante da morte se angustiam, apavoram-se até ao desespero. A morte os amedronta: parece-lhes uma insensatez sem fim, pois é a negação de todo desejo de vida, de felicidade e eternidade que crescem no coração do homem. Esses sentem-se esmagados pela certeza de um dia ter que encarar, frente a frente, tão fria, tirana e poderosa adversária. Assim, querendo ou não, podem afirmar como Sartre, o filósofo francês: "A vida é uma paixão inútil!" Viver é marchar para esse absurdo. Cada dia que passa, aumenta a sensação de náuseas e cresce em nós uma angústia.

Há um modo de encarar a morte, tipicamente cristão. A morte existe sim! E dói! E machuca! Não somente existe, como também marca toda a nossa existência: vivemos feridos por ela, em cada dor, em cada doença, em cada derrota, em cada medo, em cada tristeza… até a morte final! Não se pode fazer pouco caso dela: ela nos magoa e nos ameaça; desrespeita-nos e entristece-nos, frustra nossas expectativas sem pedir permissão! O cristão é realista diante da morte; recorda-se da palavra de Gn 2,17: "De morte morrerás!" Então, os discípulos de Cristo, somos pessimistas? Não! Nós simplesmente não nos iludimos: sabemos que a morte é uma realidade e uma realidade que não estava no plano de Deus para nós: não fomos criados para a ela, mas para a vida! Deus não é o autor da morte, não a quer nem se conforma com ela! Por isso mesmo enviou-nos o seu Filho, aquele mesmo que disse: "Eu sou a vida; eu sou a ressurreição!" Ele morreu da nossa morte para que nós não morramos sozinhos, mas morramos com Ele e como Ele, que venceu a morte! Para nós, cristãos, a morte, que era como uma caverna escura, sem saída, tornou-se um túnel, cujo final é luminoso. Isto mesmo: Cristo arrombou as portas da morte! Ela tornou-se apenas uma passagem, um caminho para a nossa Páscoa, nossa passagem deste mundo para o Pai: "Ainda que eu passe pelo vale da morte, nenhum mal temerei, porque está comigo!" Em Cristo a morte pode ser enfrentada e vencida! Certamente ela continua dolorosa, ela nos desrespeita; mas se no dia a dia aprendermos a viver unidos a Cristo e a vivenciar as pequenas mortes de cada momento em comunhão com Senhor que venceu a morte, a morte final será um "adormecer em Cristo".

Por tudo isso, o Dia de Finados é sempre excelente ocasião não somente para rezar pelos nossos irmãos já falecidos, mas também para alagarmos nosso conceito de vida, pensarmos no modo como estamos vivendo, bem como reforçarmos a nossa esperança de um dia estarmos todos diante do Pai.

Nós, os cristãos, não fugimos do mundo. Desfrutamos desse mundo que o Senhor criou para nós. Ao mesmo tempo, vivendo tão bem nessa pátria mundana, apesar das tribulações da vida, somos conscientes de que a nossa pátria definitiva é o céu.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“Por causa da Tua Palavra lançaremos as redes”


17/10/2011

Cerca de dois mil jovens participaram da 32ª edição do evento “Geração 2000”, no Colégio Estadual Professora Jeannette S.C. Mannarino, em Campo Grande, zona oeste do Rio, no último domingo, dia 16 de outubro. O evento, promovido pelo Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC), trabalhou o tema “Por causa da Tua Palavra lançaremos as redes” (LC 5,5).

Pela primeira vez o encontro foi estadual e contou com a presença do coordenador Ricardo Emilio, considerado um exemplo para a juventude no exercer do seu ministério. O testemunho da coordenadora estadual do Ministério Jovem Mariana Ferreira e o ‘Stand up católico” , de Fábio Borges foram momentos especialmente marcantes para o evento. Os jovens participaram de tudo com alegria, vivendo os momentos propostos com emoção, cantando e louvando a Deus.

A adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo Padre Maurício Mesquita, da Paróquia Santa Rita de Cássia, levou a juventude a um momento de intenso fervor e verdadeiro testemunho de fé. Até os que estavam na arquibancada se aproximaram de Jesus Eucarístico, para pedir e também agradecer.

— Jovens, o que vocês estão cantando e louvando já estão se comprometendo, dando o seu “sim” para servir à Igreja. (...) Saibam que vocês podem até ser abandonados por qualquer pessoa, menos pelo Santíssimo, que está aqui à sua frente. Ele é único. Confiem nele, pois ele jamais os deixará sozinhos, lembrou o Sacerdote.

A Missa foi presidida pelo Vigário Episcopal do Oeste, Monsenhor Luiz Artur Falcão, que na homilia ressaltou a importância de os jovens do Rio de Janeiro acolherem bem e estarem preparados para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013.

— Dizer “sim” a Deus não é fácil: as tribulações são grandes... Mas vocês precisam ter coragem! E que hoje possam levar o Cristo para às suas paróquias e estimular mais jovens, pediu.

A Rádio Catedral (FM 106,7) também esteve presente ao evento. Fez o sorteio de brindes e estimulou a participação dos jovens na sua programação.

* Colaboração e foto: Mônica Melo

sábado, 24 de setembro de 2011

Pregar com a vida


23/09/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

Uma de nossas grandes dificuldades é a sinceridade em nos reconhecermos pecadores. Mesmo que a cada missa façamos o ato penitencial, quando confessamos nossos pecados publicamente, parece que nem sempre esse ato que fazemos com nossa voz corresponde ao nosso coração. Basta ver a dificuldade, hoje, em participar do Sacramento da Penitência, encontrando sempre justificativas para fugir desse momento de misericórdia. Sabemos também como nos justificamos em nossos pecados, procurando muitas vezes colocar um culpado em nosso lugar. Outras vezes, queremos nos desculpar com justificativas para não assumir nossa responsabilidade de erro, de pecado.

Reconhecemos pouco o pecado e, em seguida, não sabemos pedir e dar perdão. A falta de experiência da misericórdia em nossas vidas nos faz também ser pouco misericordiosos para com os outros. Nós percebemos isso nos desejos de vingança (não de justiça), proclamados em alto e bom som por muitos comunicadores revoltados com os problemas da sociedade.

Diante do homem sujeito ao mal e ao pecado, Jesus não nos condena, mas convida todos a segui-Lo porque acredita que podemos mudar. Ele dirige uma proposta de amor. É por isso que os publicanos e as prostitutas entrarão primeiro no reino dos céus, porque acreditam naquele homem que os chama, levam a sério o seu amor, procuram o seu perdão, entendem a graça, que é a sua confiança. Entram primeiro porque eles não têm vergonha de procurar ajuda, de falar; porque não fingem ser o que eles não são, não tentando defender-se pelos méritos ou justificações e, por isso, mudam suas vidas. O Evangelho é esta história bela, belíssima notícia: nós podemos mudar, o pecador encontra o perdão, podemos ser diferentes, novos, nascer de novo.

Neste domingo, ouvimos a parábola (cf. Mt 21, 28-32) do dizer e do fazer. Jesus fala de dois filhos que mudam de ideia: um diz "sim", mas não faz ", o outro diz "não ", mas pensa melhor e faz. Não basta apenas a verbalização de uma religiosidade, é necessária a prática, a vida coerente! Infelizmente existem pessoas que vivem em absoluta contradição com aquilo que dizem, enquanto outros, ao contrário, vivem uma boa humanidade, uma honestidade e uma vida absolutamente, fiéis à sua consciência, pregando suas convicções com a vida. Jesus pede ao seu discípulo para imitá-Lo nas suas próprias palavras e atos, na profunda consciência de que encontrar o Evangelho nos impulsiona a mudar de vida.

Um homem tinha dois filhos, e a ambos pediu para irem trabalhar na vinha. O primeiro se declarou pronto, mas depois não foi. O segundo, no entanto, se recusou a princípio, mas depois se arrependeu e foi trabalhar. Nesse ponto, Jesus perguntou aos fariseus: "Qual dos dois fez a vontade do pai?". Eles só puderam responder: "O último". Era a única resposta possível. São os próprios fariseus a expor com clareza o contraste entre o "dizer" e o "fazer". Várias vezes no Evangelho se repete a exortação de que as palavras não são suficientes: o que importa é "fazer a vontade de Deus." O exemplo do segundo filho é eficaz: ele cumpre a vontade do pai, não com palavras, que são até mesmo contrárias a ela, mas com ações.

Cumpre a vontade do pai aquele que retorna sobre suas decisões, aqueles que param de dizer não e começam a fazer. "Seja feita a vossa vontade", repetimos ao chamar Deus de Pai. Seja feita a começar por mim. Não basta proclamá-la somente com a boca. Mostre a sua fé através das obras! Não sejamos aqueles que somente dizem: Senhor, Senhor, mas não fazem o que o Pai deseja! Bem recordava o Papa Paulo VI: “os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres, e se escutam os mestres é porque são testemunhas”!

O discípulo não é um perfeito, mas um que muda e que se converte a cada dia. Somos chamados a reconhecer nossos pecados e a dar passos concretos de conversão. Somos chamados a colocar em prática o Evangelho.

Nestes dias em que os sinais da Jornada Mundial da Juventude, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora, começaram a percorrer o nosso país – levados pelos jovens que assim anunciam o Cristo Senhor, Vida do mundo para todos, junto com a fidelidade de Maria, assim também cada um de nós, servos por amor, saiamos a trabalhar na vinha do mundo como discípulos missionários que testemunham com a vida o Senhor Jesus Cristo, Ressuscitado, Caminho, Verdade e Vida. Desta forma, seremos felizes e daremos felicidade para muitos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

1º Encontro de Blogueiros Católicos reflete fé na Web


19/09/2011
Nice Affonso

A Arquidiocese do Rio de Janeiro realizou no último sábado, 17 de setembro, o E+Blog — o 1º Encontro de Blogueiros Católicos, no Edifício João Paulo II, na Glória. O encontro voltado para a blogosfera, primeiro ocorrido no mundo após o do Vaticano, reuniu cerca de 80 pessoas para a reflexão sobre como dar testemunho cristão em ambiente virtual. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e o Vigário Episcopal para a Comunicação Social, Cônego Marcos William Bernardo, participaram do evento.

O coordenador arquidiocesano da Pastoral da Comunicação, Padre Márcio Queiroz, fez a abertura do encontro recordando aos presentes o valor da comunhão com Deus e com os irmãos.



— É muito importante estar inserido no corpo, que é a Igreja. (...) Ninguém está sozinho: a Igreja caminha junto e também se importa com vocês, disse aos blogueiros.

A jornalista e assistente social Sílvia Helena Gonzaga refletiu sobre “Vida e Missão do Leigo no mundo de hoje”. Ela explicou que leigo “é todo aquele que não é membro do ministério sagrado, mas que é cristão batizado” e mostrou que, exatamente por causa do sacramento recebido, é importante que cada um tome a consciência de que não pode ser descomprometido.

O Beato João Paulo II foi apresentado como exemplo concreto de evangelizador que usou de todos os meios da expressão humana para o anúncio do Reino de Deus. A espiritualidade do comunicador, independente do tema explorado pelo blog, foi colocada em voga. Pois, de acordo com a abordagem de Sílvia, “passar valores humanos também é evangelizar”.



— É a experiência pessoal com Jesus que nos leva à evangelização. Quando você bloga, o seu rosto cristão consegue sair da penumbra e se colocar à luz?, questionou a palestrante.

O tema “Liberdade, responsabilidade e clareza católica na comunicação” foi abordado pela jornalista Nice Affonso. A importância da coerência e unidade entre pensar, sentir e agir ganhou destaque como fator fundamental para uma autêntica comunicação.

— O blogueiro católico não pode acreditar numa coisa e se posicionar publicamente, pela rede, de uma forma diferente. Isso é uma incoerência. O cristão não deve fugir dos valores cristãos, porque é comunicador da verdade. Não de qualquer verdade, mas da verdade por excelência, da Boa Nova. Por isso é importante que cada um anuncie, em tudo o que faz, o próprio Cristo, que é caminho, verdade e vida, orientou.

Para a palestrante, é possível aos blogueiros testemunhar Cristo mesmo sem falar explicitamente de Cristo, porque os valores humanos e a propagação do bem já trazem em si o anúncio do Evangelho.



— A força de evangelização de um blog está na capacidade que ele tem de alcançar pessoas que talvez nunca chegassem às igrejas. O que se comunica por esse veículo tem o poder de alcançar com mais facilidade o coração dos homens, porque tem uma linguagem específica para aquele público específico, mesmo que seja nas entrelinhas ou por trás das imagens escolhidas, lembrou Nice.

O Arcebispo do Rio esteve entre os blogueiros para deixar a sua mensagem e abençoá-los:

— Queremos utilizar os dons que temos para construir um mundo mais justo, mais fraterno. (...) Precisamos participar dessa nova cultura que a tecnologia vai fazendo nascer e ter responsabilidade. Nós não podemos nos omitir, exortou Dom Orani.

O Vigário Episcopal para a Comunicação Social lembrou a importância da missão de cada blogueiro:



— Vocês, blogueiros, vão mexendo com a subjetividade global. E conseguem conectar elementos para que outras pessoas façam a sua experiência de verdade, por isso é importante a responsabilidade. As ferramentas que vocês têm nas mãos podem fazer com que o homem acredite na vida, no próprio homem e em Deus, destacou Cônego Marcos William.

A historiadora Flor Marta deu dicas para melhor trabalhar na blogosfera, indicando o caminho de sempre pensar o blog como serviço, utilizando a valorização da vida cotidiana para o conteúdo apresentado.



— Quantidade, qualidade e conteúdo importam, lembrou.

Encerrando a manhã, os veículos de comunicação oficiais da Arquidiocese foram apresentados, por meio dos testemunhos de alguns dos profissionais que neles atuam. A idéia foi apresentar o trabalho da imprensa da Arquidiocese como fonte confiável de informação e formação para os blogueiros católicos.

A jornalista Leanna Scal e Nestor Rangel, impossibilitados de comparecer pessoalmente, deixaram um vídeo gravado sobre suas experiências pessoais e também sobre a missão da Web TV Redentor, que busca ter matérias atrativas para atrair, inclusive, pessoas que não participam da Igreja.

— Apresentar Jesus via internet é uma experiência única, partilhou Nestor.



A jornalista Marcylene Capper contou sua experiência profissional na Rádio Catedral e partilhou seu empenho pela busca da fonte confiável e da verdade para promover notícias que valorizem as pessoas. O jornal Testemunho de Fé foi apresentado pela jornalista Andréia Gripp, que em seu relato pessoal falou também sobre a missão a que se sente chamada, que é a de promover a comunhão. A jornalista Nice Affonso contou sobre o trabalho desenvolvido no Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que por ela sempre foi compreendido muito mais como missão de evangelização, devido à abrangência que a internet possibilita.

Na parte da tarde, houve um painel de discussão para o tema “Blogueiro Católico: desafios e testemunho”. O publicitário Aldo Marques foi o moderador da mesa, composta pelos blogueiros Alexandra Gurgel, Paulo Moraes e Flor Marta. A discussão abordou a atuação dos jovens na blogosfera, apontou a necessidade de os sacerdotes estarem mais presentes nas mídias sociais realizando um bom trabalho de evangelização e questionou a importância de os blogueiros serem defensores da Igreja, diante dos muitos ataques que ela sofre por parte da grande imprensa.

— Na internet nós somos o que nós escrevemos. O importante é o seu posicionamento, concluiu Paulo Moraes.

Após o painel, houve um momento de partilha em grupos, onde os participantes puderam discutir os temas abordados ao longo do dia e também sugerir ações para os próximos encontros de blogueiros. Oficinas de formação e maior inserção de blogueiros não envolvidos com a Igreja foram metas apontadas pelos participantes.

* Colaboração: Victor Gonzalez

* Fotos: Aldo Marques

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1º Encontro para Blogueiros Católicos do Rio


15/09/2011
Raphael Freire

No dia 17 de setembro, das 9h às 17h, a Pastoral da Comunicação do Rio de Janeiro (Pascom) vai realizar, no auditório do Edifício João Paulo II, o E+Blog – 1º Encontro de Blogueiros Católicos da Arquidiocese do Rio, com o objetivo de partilhar as realidades e promover uma formação constante aos católicos que atuam na blogosfera.

Com o apoio do Vicariato para a Comunicação Social, profissionais que trabalham nos meios de comunicação oficiais da Arquidiocese do Rio vão realizar palestras e dinâmicas com os mais de 120 participantes inscritos. A ideia da interação é dar uma oportunidade para ouvir e conhecer as realidades em que os blogueiros estão inseridos e auxiliá-los em seus processos de formação.

A jornalista e assistente social, Silvia Helena Gonzaga, falará sobre o papel do leigo na evangelização. Para ela, o encontro é uma grande iniciativa para que os participantes comecem a utilizar os seus talentos à serviço do bem.

— Esse encontro com os blogueiros é uma iniciativa extremamente pertinente no momento em que estamos vivendo. A pós-modernidade trouxe para nós novas ferramentas e possibilidades de ação e evangelização. Logo, ao falarmos com os blogueiros, estamos falando com pessoas articuladas dentro de uma nova mídia que pode estar a serviço do bem, da construção de um mundo melhor, mais feliz, fraterno e solidário, disse.

Silvia afirma ainda que os leigos têm uma importância fundamental no contexto das novas tecnologias e que, ao participarem do encontro, estarão deixando suas marcas nesse momento histórico para a comunicação da Igreja.

— Os participantes podem estar usando o seu talento, o dom da comunicação, na promoção de uma evangelização inovadora, porque é inovador eu usar os dons e os talentos que eu tenho dentro do contexto da tecnologia para evangelizar. (...) O leigo é discípulo e, por isso, ele é um atuante seguidor de Jesus. Como batizado, ele quer deixar a sua marca nesse momento histórico e fazer a diferença dentro do mundo, da sociedade e da Igreja, afirmou Silvia.



Além da Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Comunicação, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, também estará presente no encontro para dar a sua benção aos participantes. Palestras, vídeos e dinâmicas estão na programação do evento, que será encerrado com a celebração da Santa Missa presidida pelo Coordenador Arquidiocesano da Pascom, Padre Márcio Queiroz.

Segundo o Sacerdote, a Igreja no Rio de Janeiro conta com o caráter missionário de cada um para a evangelização na blogosfera.

— A diversidade de trabalhos que os católicos realizam são a grande riqueza missionária da Igreja. A fé que cada pessoa traz em si e que transmite no que faz tem muita força de evangelização. É este constante inserir-se em todas as realidades da nossa sociedade que faz de cada um de nós colaboradores de Deus na construção da civilização do amor, destacou.

O E+Blog – 1º Encontro de Blogueiros Católicos da Arquidiocese do Rio será no auditório do Edifício João Paulo II, localizado na Rua Benjamin Constant, 23 – 2º andar – Glória. De acordo com a organização as inscrições já foram encerradas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

3º Encontro Nacional da Pascom acontecerá em 2012


31/08/2011
A Casa de Retiros Assunção, em Brasília (DF), foi palco, ontem, 30, de mais uma reunião dos Coordenadores Regionais da Pastoral da Comunicação (Pascom), a fim de debater e organizar o 3º Encontro Nacional da Pascom, que acontecerá em Aparecida, interior de São Paulo, de 19 a 22 de julho de 2012.

Os oito representantes, de várias partes do Brasil, definiram a grade de programação, os palestrantes e atividades que serão desenvolvidas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Os participantes divulgaram ainda o blog oficial do 3º Encontro Nacional da Pascom (http://encontropascombrasil.blogspot.com ).

Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, irmã Élide Fogolari, o encontro nacional da Pascom será, durante três dias “o centro de convergências para todas as pessoas que fazem a comunicação católica no Brasil e desejam aprimorar o ser e o fazer evangelização através da comunicação”.

As inscrições para o 3º Encontro Nacional da Pascom estarão abertas a partir do dia 1º de fevereiro de 2012.

*Foto: CNBB

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carregar a cruz redentora de Cristo


29/08/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

Domingo passado o Brasil recebeu a cruz e o ícone de Nossa Senhora que percorrerá todas as nossas Dioceses e as do Cono Sur, celebrando na América do Sul o início da Jornada Mundial da Juventude na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. A Cruz e o ícone de Nossa Senhora chegarão ao Brasil no próximo dia 18 de setembro através da capital do Estado de São Paulo, de onde iniciará sua peregrinação.

Por providência de Deus, neste domingo somos convidados a contemplar o mistério da Cruz de Cristo e de nossa Cruz. Teremos também oportunidade de aprofundar esse mistério no mês de Setembro, quando celebraremos a Exaltação da Santa Cruz e o dia de Nossa Senhora das Dores.

As leituras para as Missas do dia de domingo e dos dias santos foram escolhidas da Bíblia, de acordo com critérios específicos. Salvo exceções justificadas, durante um ano inteiro depois de se ler seguidamente um dos evangelhos sinóticos (este ano, Mateus) e segundo o tema do texto escolhido vem individuada a primeira leitura de um trecho do Antigo Testamento, com a oração feita pelo Salmo Responsorial. A segunda leitura segue um caminho bastante distinto (geralmente é a leitura contínua de uma carta do apóstolo Paulo, neste período, aquela aos romanos) e, portanto, não é intencional que seu argumento esteja em sintonia com os outros dois. Mas isso também acontece, notadamente como neste domingo, basicamente, não surpreendendo aqueles que se lembram da profunda unidade e coerência entre todas as partes da Sagrada Escritura.

Jesus anunciou a sua paixão iminente para seus discípulos e a Pedro, que tinha acabado de ouvir elogios como sendo o fundamento da Igreja (seriam as leituras do domingo passado, mas no Brasil celebramos a festa da Assunção), que protesta e promete: "Isso não acontecerá convosco, Senhor!", ganhando a repreensão mais severa do Mestre, que realmente chama de Satanás e diz: "Você é minha queda, porque não estás pensando como Deus, mas como homens". Então, para todos os discípulos que o seguem, talvez, por causa de uma honra e de uma glória que esperavam dele, ficam desiludidos: "Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo e tome a sua Cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas quem perder a sua vida por minha causa vai achá-la. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?" Essas expressões baseadas na combinação do binômio salvar-perder descrevem a condição do crente e daquele que não é mais: a diferença é avaliar a vida presente e as coisas deste mundo como únicas e definitivas, ou apenas o prelúdio para outras, que valem infinitamente mais. Quem não acredita tenta "salvar" a sua vida, dando-lhe todo valor, buscando toda a satisfação que ele pode dar, buscando o limite para subjugar o mundo inteiro, mas isso não garante uma vida verdadeira, de fato, na realidade impede a vida futura: tudo de uma vez, e então nada para a eternidade. Isso compensa? Quem, ao invés, guarda um pouco para depois, garante, então, uma verdadeira vida, realiza a vontade do Senhor, que diz: que segui-lo, aos seus ensinamentos, e a seu exemplo, e como ele submeteu-se a uma Cruz, assim os discípulos resistem à tentação de recuar diante das dificuldades, das renúncias, dos sacrifícios que pode levar a permanecer fiel a ele.

Queridos irmãos, o Evangelho do seguimento revela que o cristianismo é um culto dinâmico, animado e exigente. Quem quer ser um discípulo de Jesus deve se espelhar n’Ele todos os dias para mudar e ser como ele, que assume até mesmo a morte para realizar a vontade do Pai e ser o nosso modelo. Portanto, o compromisso que o Senhor quer de nós é duplo: primeiro, crescer na fé através da participação nos sacramentos e a escuta da Palavra, elementos indispensáveis para o discipulado e, em em segundo lugar, lutar para alinhar nossas atitudes com seus ensinamentos, testemunhando, experimentando, no encontro com Cristo, que é o episódio mais belo de nossas vidas, porque Ele é o único que dá sentido à nossa existência, caso contrário, somos destinados à escuridão da morte . O discípulo sabe que conformando-se ao Mestre assume os traços de sua vida de fracasso e perda, mas a vitória conquistada por Cristo na manhã da Páscoa, com a promessa de vida eterna é consolo, aqui na terra: "quem perde sua vida por minha causa vai achá-la", encoraja-nos, então, a sermos discípulos, a caminhar na história, atrás de Jesus. Ele dá um exemplo impressionante, o do profeta Jeremias, de cujo livro, a primeira leitura apresenta a página mais dramática (20, 7-9). Ele diz de si mesmo, da sua vocação, e começa com uma frase de ousadia inimaginável: "Seduziste-me, Senhor, e eu deixei-me seduzir, numa luta desigual, dominaste-me, Senhor". Mas o chamado divino não é para levar uma vida fácil: "Tornei-me um objeto de escárnio a cada dia, e cada um é zombador de mim ... A palavra do Senhor se tornou para mim causa da vergonha e do ridículo". Daí a tentação de desistir; “disse a mim mesmo: eu não acho mais nele, e não falarei mais no seu nome!" Entretanto, uma vez superados, porque "não estava em meu coração como fogo ardente, contido em meus ossos, Eu tentei contê-lo, mas eu não podia." E aqui, em linha com as palavras de Jeremias e Jesus, as da segunda leitura (Romanos 12,1-2): "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai, renovando sua maneira de pensar, de discernir a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito". Em outras palavras é o mesmo que o convite de Jesus a "pensar como Deus": portanto, não tenhamos medo de ir contra a maré, embora não seja fácil, mesmo se isso implica mal-entendidos e zombaria, o crente não busca a sua satisfação no imediato, porque ele sabe avaliar as consequências, sabe como olhar para mais longe. Esse também foi o convite do Papa Bento XVI, no último domingo, aos mais de dois milhões de jovens que se reuniram em Madri para a Jornada Mundial da Juventude, que, em 2013, será aqui no Rio de Janeiro, onde meditaremos sobre o tema: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”. Sendo verdadeiros discípulos que carregam com o mestre a própria cruz, seremos missionários do Senhor no Rio de Janeiro, que acolherão os jovens de todo o mundo, e aonde somos chamados a dar testemunho da Cruz Redentora de Cristo!








quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os Pais e as Familias






16/08/2011
Dom Orani

Todos os anos, nas celebrações próprias do mês de agosto, que é consagrado às vocações em geral, é tradição no Brasil celebrar, no segundo domingo, a Vocação Familiar, com ênfase na figura do pai de família. É quando a Igreja inicia, também, a Semana Nacional da Família. Portanto, comemorar o Dia dos Pais nos traz uma grande oportunidade de refletir sobre este papel indispensável e tão necessário na vida familiar de todo o povo de Deus espalhado pelo mundo inteiro.

Esta comemoração é feita em datas diferentes pelo mundo. Aqui no Brasil, atribui-se a data devido à proximidade da Festa de São Joaquim que, por algum tempo, foi celebrada no dia 16 de agosto (sabemos que hoje ela ocorre no dia 26 de julho). Então, também essa comemoração, mesmo com a exploração comercial, aqui no Brasil foi inspirada no pai de Maria, São Joaquim, antigamente comemorado no dia seguinte ao da Assunção.

As revistas, as colunas de jornais, os comentários das mídias em geral costumam discutir sobre a figura paterna e como exercê-la hoje. São muitas as ideias e teorias. Como poderíamos enfocar um aspecto dessa comemoração? A resposta a esta indagação é, sem sombra de dúvidas, muito vasta, mas, antes de qualquer definição que possa ser dada à pergunta, ser pai é um dom precioso dado por Deus a um varão, que deve exercê-lo durante toda a sua vida mediante a descoberta da vocação paternal e familiar.

No sentido cristão, a grande presença paterna que temos ou trazemos no coração e na alma é exatamente a figura do Criador, que, na condição de Pai de todos, nos criou um tanto quanto parecidos com Ele: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26). Deus foi quem nos deu a vida e se condicionou desde o começo de tudo a ser nosso Pai, designando-nos para uma vocação específica: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jr 1,5). O próprio Jesus nos ensinou a assim chamá-Lo: “Pai nosso”.

No prático da caminhada familiar, naquilo que diz respeito ao pai de família no exercício do seu papel vocacional nos dias de hoje, sabemos, e não é surpresa para ninguém, que há uma infinidade de desafios encontrados no dia-a-dia, e que por vezes ferem a dignidade do papel paterno. O pai de família vem enfrentando, já há algum tempo, um verdadeiro massacre sobre si e o seu papel, produzido pela própria sociedade em diversas circunstâncias, ferindo em cheio os princípios e os bons costumes cristãos. A sociedade hodierna, infelizmente, relativizou aquilo que é absoluto, deixando de lado os valores da fé e condicionando todos a viverem no “tudo pode”, quando na verdade a Palavra de Deus nos diz na voz de São Paulo Apóstolo acerca da liberdade – “Tudo posso, mas nem tudo me convém”, exigindo, então, reflexão e discernimento diante das escolhas feitas. É-nos dito que a “Família é a célula da sociedade”, sendo de fato aquilo que nela seria o mais importante. Mas, em contra partida, a sociedade que é formada pela família (célula da sociedade), que, por sua vez, é formada pelos seus genitores, com a dignidade da prole, não vai bem, logo, a família, em linhas gerais, também não está bem.

Em vias de fato, o relativismo social tem minado o papel do pai em sua vida familiar. As drogas, prostituições, violências, alcoolismos, pré-conceitos, desempregos e outras situações da mesma natureza têm batido fortemente nas portas de nossas casas, intimidando as nossas famílias. Não são raras as vezes que encontramos famílias cristãs passando por situações difíceis geradas por esses problemas. A partir destas realidades vemos tristemente a destruição da família criada por Deus como proposta de dignidade e continuidade de seu Reino: “Crescei e multiplicai-vos”.

Apesar de toda esta realidade contra o bom êxito familiar que está cada vez mais presente em nosso meio social, não podemos deixar de lado os nossos anseios em lutar e contribuir sempre para que o pai de família possa ter condições necessárias para exercer a sua vocação paterna. O papel do pai é fundamental nesta construção que edifica a caminhada cristã e solidifica a família. Ser pai no momento atual de nossa história é de fato enfrentar um grande desafio, mas, acima de tudo, é trazer para si mesmo a vivência de uma grande vocação na companhia da esposa e mãe de família, não se esquecendo, em momento algum, do acolhimento de seus filhos, educando-os na lei de Cristo e na fé da Igreja, conforme juramento feito no dia do casamento.

Assim sendo, a história e a realidade nos levam a crer que Deus, na condição de Pai, quis que todos os seus filhos, na experiência da vida humana, pudessem desfrutar desta oportunidade da convivência familiar com presença paterna, materna e fraterna. O pai é sempre aquele que acolhe e conduz a sua família para os bons caminhos, assim como o bom pastor, zeloso, piedoso e amoroso. Deve ter a preocupação com o bem-estar de todos que estão sob os seus cuidados, sendo presença marcante e diária, evitando que a mesma venha a ser destruída pelas paixões desordenadas. Deus Pai no céu, que cuida e zela por todos os seus filhos, é o exemplo para o pai de família na terra, que deve cuidar de todos os seus confiados.

Neste contexto, quero elevar a Deus uma súplica especial por todos os pais que estão no convívio de Deus, incluindo meu saudoso pai, homem de fé e que me encaminhou para os caminhos de Deus. Aos pais presentes, minha bênção e minha oração, para que sejam educadores e transmissores dos valores do Evangelho aos seus filhos. O verdadeiro pai é aquele que junto de sua mulher alimenta a vida conjugal e alegra os filhos com o tesouro da vocação. Que nossos pais sejam construtores desta família humana, rosto divino de Deus.

Que Deus abençoe a todos os pais!

† Orani João Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


segunda-feira, 18 de julho de 2011

A importância da comunicação na vida da Igreja



16/07/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano
Nestes dias acontecem dois grandes eventos relacionados com a comunicação: o 1º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil e o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação. Encontros esses que querem aprofundar a importância desse assunto para a missão evangelizadora da Igreja.

Quando falamos em comunicação, estamos nos referindo ao processo comunicacional e a toda e qualquer forma de transmissão de mensagens, conteúdos ou informações para outras pessoas. O termo comunicação é abrangente e não se restringe aos meios midiáticos (rádio, TV, jornal impresso, site e etc), mas a toda e qualquer forma de relacionamento humano.

Falar da comunicação como espaço sociocultural para se realizar a evangelização no mundo contemporâneo significa abordar, sobretudo, um contexto de sociedade que se transforma numa velocidade alucinada, marcado pelos avanços tecnológicos, sobretudo pela era digital, que provoca mudanças sociais e de costumes, onde o mundo das comunicações se apresenta como uma área cultural de grande importância a ser refletida pela Igreja.

A Igreja em sua missão evangelizadora tem que comunicar Jesus Cristo, Senhor da Vida, nosso Salvador. Para comunicar essa Boa Notícia supõe que a pessoa que o faz seja evangelizada e não apenas saiba as técnicas da comunicação. É a Igreja e sua missão que fala por si mesma há dois mil anos e que tende a ocupar um espaço muito maior no Terceiro Milênio. Esse fato tem relevância quando percebemos que estamos inseridos neste meio e fazemos parte desta história. Esta é a história que nos compete. Somos chamados a atuar e a sermos "instrumentos de salvação" na história vivida de nossa cotidianidade. Esta sociedade midiática é o "lugar teológico" para cada um de nós, cristãos!

A principal imagem da Igreja é Cristo nos mistérios da encarnação, morte e ressurreição. Sendo assim, a Pastoral da Comunicação tem uma importância muito grande na vida de qualquer paróquia, pois tudo o que é feito e realizado em nossas comunidades tem como objetivo a evangelização.

Sabemos que não existe evangelização sem comunicação. Evangelizar implica necessariamente em comunicar. Até mesmo o testemunho de vida como ação evangelizadora é um pressuposto e também forma de comunicação. O ato de testemunhar é comunicar com a própria vivência a mensagem do Evangelho. As pessoas testemunham, porque outras entendem e captam a mensagem que elas transmitem através da sua forma de viver. E as mudanças rápidas das tecnologias de comunicação têm a ver com a vivência da fé cristã, quando pensamos, por exemplo, que estamos imersos numa cibercultura, a cultura virtual, que expressa o surgimento de um novo universal, sem totalidade. Um universo de técnicas, de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem e que exercem influência sobre a fé e a vivência da religiosidade.

A Pastoral da Comunicação cumprirá o seu papel em nossas dioceses, paróquias e comunidades quando assumir a formação e o compromisso de conscientizar a todos os ministros ordenados e os agentes de pastorais da necessidade de se comunicar e comunicar-se bem. Só comunica quem tem algo a dizer. E nós temos a mais importante mensagem, conteúdo, a notícia e informação a ser anunciada: a pessoa de Jesus Cristo. Trata-se, então, de estabelecer um diálogo entre Evangelho e comunicação, aprofundando as palavras de Paulo VI, no documento sobre a evangelização, “Evangelii Nuntiandi”, que afirma: "a ruptura entre o Evangelho e a cultura é, sem dúvida, o drama da nossa época" (EN, 20). Esta expressão é reconfirmada por João Paulo II em outro documento, sobre as missões, “Redemptoris Missio” (37).

Neste contexto, é preciso levar em consideração, entretanto, que não é apenas a existência de novos aparatos tecnológicos (estamos na era digital!), mas trata-se também de conhecer, compreender a revolução de linguagem que estamos vivendo neste início de Terceiro Milênio. Mudam os paradigmas, sobretudo, os métodos para explicitar a fé. Daí a importância e o convite para a Teologia conhecer, refletir e "iluminar" esse revolucionário "lugar teológico", que sempre mais provoca a mudança de referências, linguagens e métodos pastorais na evangelização atual.

Essa missão por si só exige de cada um de nós a excelência na comunicação. Comunicar é dever do cristão, um compromisso que assumimos com a Igreja de Cristo em anunciar o amor de Deus a todas as pessoas. O Documento de Aparecida nos exorta a uma conversão pastoral. A Pastoral da Comunicação de toda a Igreja quer se abrir a esta mudança, deixar-se guiar pela ação do Espírito Santo, que comunica em cada um de nós a presença viva do Cristo Ressuscitado. Queremos buscar a excelência em todas as formas e meios de comunicação, com o objetivo de evangelizar com renovado ardor missionário. Esta é a nossa missão, que nestes dias aqui no Rio de Janeiro, bispos provenientes de todo o Brasil, participamos do Secobb, e, na próxima semana – a oportunidade de milhares de pessoas interessadas em construir juntos a comunicação –, participaremos do Muticom. Que todos nós possamos continuar comunicando com renovado ardor a Palavra da Vida!

Tem início o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação




17/07/2011
Nice Affonso

O 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) teve início na tarde deste domingo, 17 de abril, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), na Gávea, Rio de Janeiro. Com o lema “Comunicação e vida: Diversidade e Mobilidades”, o evento, que acontecerá até o próximo dia 22, pretende motivar as comunidades brasileiras a refletirem sobre a comunicação relacionada com a vida cotidiana e suas expressões.

Representantes de todas as diocese do Brasil, repletos de expectativas para a grande ocasião de aprendizagem que o Muticom proporciona, se reuniram na Igreja Sagrado Coração de Jesus para entregarem a Deus, durante a Missa de abertura do evento, todas as necessidades da comunicação social no Brasil.

O presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social, Dom Claudio Maria Celli presidiu a Celebração Eucarística. Concelebraram o presidente da Comissão Episcopal de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa; o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta; o Bispo de Picos (Paraná), Dom Plínio José Luz da Silva; o Bispo de Guarapuava (Paraná), Dom Antônio Wagner da Silva, o coordenador geral do 7º Muticom, Padre Omar Raposo, e diversos membros do clero presentes ao evento.

Durante a homilia, ao refletir sobre o texto do evangelho em que Jesus conta a parábola do joio e do trigo, Dom Celli destacou que Jesus explica que poderia haver uma sociedade de homens puros e santos, mas que se não é assim é justamente porque existe um tempo especial da parte de Deus, “tempo de espera, tempo de corrida para a conversão dos pecadores, um verdadeiro tempo de misericórdia”.

- O anúncio desta tarde é um anúncio de esperança. As forças do mal não podem sufocar as forças de santidade, que, mesmo que ainda brotando, não podem ser destruídas. (...) O mal não vai prevalecer, lembrou Dom Celli.



O presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social falou de forma bastante afetuosa sobre os profissionais de comunicação que atuam em veículos católicos. E também recordou daqueles que, religiosos, trabalham em mídias leigas.

- Eu diria que a comunicação faz parte da vida dessas pessoas, é sua vida mesmo. Vivem sua profissão com dedicação, a assumem com um coração de católico, destacou.

A reflexão pontuou ainda sobre a necessidade do comprometimento de cada pessoa para que, cada vez mais haja na comunicação uma linguagem de justiça e verdade. Sempre tendo viva a certeza de que o comunicador cristão deve lembrar que, para ele, “a verdade é Cristo, o Senhor”.

Ao explanar sobre o tema deste 7º Muticom, Dom Celli deu destaque à importância de se pensar sobre a diversidade. Segundo ele, conforme o Papa Bento XVI vem frequentemente recordando, nesta sociedade pluricultural deve se estabelecer um diálogo respeitoso com o outro. E nessa trajetória é preciso lembrar que o tempo do outro é diferente e que a verdade dele também pode ser.

- Uma comunicação verdadeira precisa ser permeada por respeito pela dignidade do outro, enfatizou.

O presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social pontuou que, nesse contexto da apresentação da verdade ao outro, a grande tentação do comunicador é ser opressivo e também superficial – o que deve ser evitado.

Dom Celli finalizou a homilia convocando cada um a ser fiel ao seguimento da Palavra de Deus, a anunciando a qualquer homem e mulher que encontre em seu caminho.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

É sempre tempo de missão



28/06/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

Somos um povo missionário! Impossível ser discípulo de Jesus sem viver a vida anunciando e proclamando a Boa Notícia da Salvação. A consciência da Missão Permanente ou Missão Continental cada vez mais nos questiona e alimenta nossa vida pastoral e evangelizadora. Tudo o que fazemos ou organizamos está dentro dessa perspectiva que Cristo deixou clara para nós, seus discípulos: Ide e anunciai!
Neste domingo, leremos no Evangelho a conclusão do chamado "discurso missionário" (Mt 10). Entre outras atitudes que temos nessa perícope, aqui Jesus dispõe o coração de seus discípulos para que assumam pelo menos duas atitudes importantes e necessárias para quem é convidado a anunciar o Reino: a vocação, com as suas exigências, e a missão como acolhida.

Esta é uma Palavra que é para todos os cristãos, pois todos somos missionários. Primeiro, a vocação deve ser vivida no amor. Jesus fala claramente do amor (v. 37) e da vida (v. 39). Está em jogo a escolha "por um amor maior." Amor aos familiares – legítimo e abençoado – vem observado e comparado com o amor por Jesus. Somente à luz desses dois valores (amor e vida) pode-se entender a prioridade ao Amor de Deus que, consequentemente, nos leva a amar de maneira correta os nossos familiares e a viver coerentemente a nossa vida. Somente na perspectiva do amor e da vida têm sentido as exigência da vocação para a missão com Jesus; somente por amor é possível fazer escolhas difíceis, que são incompreensíveis para aqueles que estão fora dessa lógica. Diante do bem supremo – que é sempre e somente Deus – é dado o devido peso também para os valores humanos importantes, tais como os laços familiares ou os interesses profissionais, reservando, no entanto, a Deus o primeiro lugar, a primeira escolha. Como pano de fundo deste texto, temos o primeiro mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas.

A linguagem de Jesus ("Tomar a sua cruz”, “perder a vida”) é escandalosa, parece absolutamente cruel, mas é a única palavra que livra das ilusões e que nos faz verdadeiramente encontrar a vida (v. 39); o caminho da cruz é o único que acaba na vida real: a ressurreição. Esta mensagem aplica-se tanto ao missionário que prega o Evangelho como àqueles aos quais ele anuncia. A essa radicalidade também convoca Paulo (Rm 6,3-4.8-11): pelo batismo somos chamados a "andar em uma vida nova" (v. 4), porque "já morremos com Cristo" e "viveremos com Ele" (v. 8.11).

A adesão a Jesus excede qualquer outro vínculo. A primazia de Jesus não é apenas estabelecida e reconhecida em palavras, mas, concretamente, no seguinte: "Quem não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim." O caminho da Cruz é uma nova maneira de ver as coisas e de agir, avaliar e escolher: o caminho da cruz é o caminho da auto-doação, solidariedade e renúncia a fazer de si mesmo o centro em torno do qual tudo deve girar. Mas sem medo: esta lógica, tão diferente da habitual, não gera a morte, mas dá a vida: "Quem perde sua vida por minha causa vai encontrá-la." Nenhuma dualidade, nenhuma maneira antropológica ou escatológica de entender essa afirmação. Não se trata de perder a vida "material para o benefício daquela "espiritual", nem se trata apenas de perder a vida neste mundo para encontrá-la no outro. É, antes, uma vida que atinge o homem, aqui e ali: uma maneira de viver melhor no mundo, uma vida boa, que é forte o suficiente para superar até mesmo a morte.

O segundo grande tema missionário deste domingo é a acolhida. É exemplar a hospitalidade que a mulher de Sunam e seu marido oferecem ao profeta Eliseu, mas é também a gratidão deste "homem de Deus" para com o casal estéril. Após ter consultado seu servo Giezi, Eliseu profetiza que em breve terão um filho (2Rs 4,8-11.14-16a). Trata-se de gestos de hospitalidade mútua, oferecidos em gratuidade. No Evangelho deste final de semana, Jesus elogia o gesto simples, de forma gratuita, "quem dá mesmo um copo de água fria" (Mateus 10, 42). Note o detalhe da água fria, particularmente agradável em países quentes. A missão como acolhida, vivida seja pelo missionário seja pelo povo com quem ele trabalha, tem seu fundamento na identidade que Jesus estabelece entre Ele e os seus: "Quem vos recebe, recebe a mim" (v. 40), palavras que ecoam no juízo final: "Eu estava com sede e me destes de beber" (Mateus 25, 35).

Evangelizar é entregar a vida, acolher é evangelizar, é também ir ao encontro do outro. É experimentar a verdadeira vida e proclamá-la aos irmãos e irmãs.

Abre-se aqui todo um capítulo da cooperação missionária para as obras de evangelização no mundo inteiro, que é um direito-dever de todo batizado, ainda de acordo com as formas válidas da oração, sacrifício, oferta em dinheiro ou gêneros, como também em novas formas, tais como: a informação e formação missionária do Povo de Deus, visitas às jovens comunidades cristãs, acolhida, diálogo e anúncio do Evangelho aos imigrantes (legais ou ilegais), refugiados e outros; compromisso dos líderes da política, economia, cultura, comunicação social pela construção de um mundo mais justo, fraterno, solidário na distribuição, intercâmbio e gestão dos recursos humanos e materiais, realmente para o benefício de todos no mundo, com especial atenção para os fracos e necessitados.

Desde a V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho fomos chamados a recomeçar de Cristo e, com a nossa vida em comunidade, sermos sempre mais discípulos-missionários, levando adiante essa missão permanente em todo o nosso continente. Este domingo será uma boa ocasião de nos examinarmos para descobrir como andamos nessa direção missionária.

Que o nosso coração, abrasado pela experiência cristã, nos conduza com entusiasmo a uma vida intensa, testemunhando Jesus Cristo Ressuscitado a tantas pessoas que, sedentas, buscam o encontro com Cristo – Caminho, Verdade e Vida.

sábado, 25 de junho de 2011

Rio de Janeiro sediará a Jornada Mundial da Juventude em 2013



O Rio de Janeiro foi escolhida a cidade para hospedar, em 2013, a 38ª Jornada Mundial da Juventude, segundo informou hoje a imprensa do Vaticano. A candidatura brasileira foi preferida com relação a sua concorrente, a capital da Coreia do Sul, Seul.
O encontro, que desde que Bento XVI assumiu o Pontificado passou a ser de três em três anos, foi adiantado em um ano para evitar que ocorra no mesmo ano da Copa do Mundo de 2014, que o Brasil sediará.
As últimas Jornadas ocorreram em Colonia, na Alemanha, em 2005, e Sidney, na Austrália, em 2008. A próxima ocorrerá em Madri nos próximos dias 16 a 21 de agosto.
De acordo com a agência Vatican Insider, uma iniciativa do jornal La Stampa dedicada a informações sobre o Vaticano, o evento, que também ocorrerá antes das Olimpíadas de 2016, deverá "ampliar a relevância assumida pelo colosso brasileiro como novo ator geopolítico global".
A publicação destacou que a quantidade de "grandes eventos no Brasil nos próximos anos comportou uma mudança de passo no ritmo que a edição internacional da Jornada Mundial da Juventude assumiu na época ratzingeriana".
A Jornada foi criada em 1984 pelo então papa João Paulo II.
Fonte: Fonte JORNAL DO BRASIL-24/06/11

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Corpus Christi 2011




A celebração de Corpus Christi, Corpo de Cristo em latim, surgiu na Idade Média e é composta por uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa é a quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi, que lembra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
Que possamos nesse dia 23.06.11 celebrar o Corpo de Cristo em nossas paróquias. Amém.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Seminário Gênero e Religiões, na UCAM do Centro

15/06/2011


Será realizado no dia 29 de junho, às 18h, na Universidade Candido Mendes, o Seminário “Gênero e Religiões”. O encontro é promovido pela Universidade e pelo Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião. Confira os temas do seminário:

Sexo, gênero e diferença no caminho da Igreja – Candido Mendes (Reitor da UCAM)
Religiões e diversidade sexual – Maria das Dores C. Machado (Socióloga UFRJ)
Espiritualidade no feminino – Maria Clara Bingemer (Teóloga PUC-Rio)
Gênero e religião, bloqueios e desafios – Luiz Alberto Gómez de Souza (Diretor do Programa)

A entrada é franca, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone 2203-1109. Os participantes inscritos até a primeira sessão receberão certificado.

O seminário será no Salão Marquês de Paraná, na Universidade Candido Mendes, que fica na Rua da Assembléia, 10, 42º andar, no Centro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Multidão de fiéis acolhe a Imagem do Divino Pai Eterno



13/06/2011
Leanna Scal

Em Pentecostes, 12 de junho, o Rio de Janeiro recebeu, pela primeira vez, a Imagem Peregrina do Divino Pai Eterno. Um grande encontro de fé e devoção aconteceu na tarde do domingo, nos Arcos da Lapa, no Centro da Cidade. A Celebração Eucarística foi presidida pelo Padre Robson de Oliveira, Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás.

A visita, que celebrou os 170 anos de devoção ao Divino Pai Eterno, foi promovida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. Antes da missa, o Arcebispo Dom Orani João Tempesta, deu uma benção aos presentes.

- Acredito que, com a visita da Imagem Peregrina do Divino Pai Eterno, a comunidade católica e carioca sairá ganhando em bençãos e terá a oportunidade de renovar o seu compromisso de vida com o Pai de Jesus, disse.

Com a Lapa cheia de fiéis de várias partes do país, Padre Robson entrou no palco montado para a celebração levando a Imagem do Divino Pai eterno. Também concelebraram a Santa Missa o Vigário Episcopal do Vicariato Urbano, Padre José Laudares e o Assessor para eventos de massa da Arquidiocese, Padre Omar Raposo. Também participou da Celebração o Monsenhor João Carlos Teodoro, da Igreja Melquita Católica.

Durante a homilia, Padre Robson falou aos fiéis que só em Jesus é possível experimentar o amor de Deus e que quem ouve Jesus conhece a vontade do Divino Pai Eterno.

- Hoje celebramos Pentecostes, uma festa que lembra nossa Igreja Missionária, que vive a dinâmica do Senhor. Celebrar Pentecostes é celebrar a vida da Igreja, o amor do Divino Pai Eterno sobre todos nós. Por isso, ficamos felizes de fazer essa celebração aqui no Rio, uma cidade tão acolhedora com um povo cheio de fé, disse o Padre.

Ele explicou que a festa de Pentecostes, em sua origem, não era religiosa. Era a festa da colheita, em que o povo se reunia em Jerusalém para festejar. Os judeus falavam línguas diferentes, mas buscavam manter suas tradições. Foi então, 50 dias depois da ressurreição do Senhor que ouviu-se um grande barulho e todos, temerosos, correram para um lugar só e, de repente, dos céus, veio como que línguas de fogo, a língua do amor de Deus, os dons do Espírito Santo que Jesus prometeu.

- Quem recebe o dom de Deus fala a língua que todos podem entender, a linguagem do amor. É essa a grande ação do espírito de Deus. Todos podem, como filhos de Deus, falar a mesma linguagem da unidade e da paz. Sozinhos nada somos, mas pelo Espírito Santo tudo podemos, enfatizou Padre Robson.

A animação da liturgia ficou por conta do cantor Márcio Pacheco e, com ele, Olívia Ferreira, Katiane, Cláudio Castro, Tiago Lima, Ramom Torres, Felipe Freitas, Luciano Carvalho, Marcio Matos e Edson Freitas, tornaram o evento cheio de emoção e fé.

Ao final, Padre Robson levou para o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO) muitas caixas com pedidos dos fiéis cariocas.

História da devoção



Em 2011 a devoção ao Divino Pai Eterno está completando 170 anos. A história narra que, por volta de 1840, um casal chamado Constantino e Ana Rosa Xavier encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um medalhão de barro. O pequeno objeto, de aproximadamente 8 centímetros, tinha a estampa da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. Eles beijaram a Imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou juntamente com a sucessão de milagres.

Começou, então, a comemoração festiva com a novena, que culmina sempre no dia da Grande Festa, no primeiro domingo do mês de julho.

Conhecedor da história, Padre Robson de Oliveira, membro da Congregação dos Missionários Redentoristas e Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno desde dezembro de 2003, sentiu a necessidade de fazer a devoção ao Divino Pai Eterno ser mais difundida.

O Padre conquistou então espaços na emissora regional da TV Brasil Central e, depois, em nível nacional, na Rede Vida. Foi com a "Novena dos Filhos do Pai Eterno", pela TV, que o Sacerdote e sua equipe conquistaram o carinho, a admiração e a emoção do povo de todo o Brasil, levando aos lares pregações e preces com temas que atingem o cerne da vida humana.

sábado, 11 de junho de 2011

Unidos pela oração no jubileu pontifício



10/06/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

29 de junho seria o dia da celebração da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. Por motivos pastorais, para que os fiéis acorram pressurosos e mais numerosos às igrejas, a Celebração foi transferida, no Brasil, para o domingo mais próximo. Celebraremos, nesse dia, os 60 anos de ordenação sacerdotal do Sucessor de Pedro, o nosso amado Papa Bento XVI, gloriosamente reinante no seu sexto ano de pontificado. Será, portanto, o seu jubileu de diamante de sacerdócio, dia de grande ação de graças para ele e para toda a Igreja que ele governa, no dizer de Santa Catarina de Sena, “como o doce Cristo na terra”.

Para a celebração de tal efeméride, a Congregação para o Clero, na pessoa do seu prefeito, o Emmo. Sr. Cardeal Mauro Piacenza, solicitou a todas as circunscrições eclesiásticas que dedicassem um tempo de oração pelo Santo Padre, expressando isso nestes termos: “a ocasião é particularmente propícia para unirmo-nos mais ao Romano Pontífice, para darmos testemunho da nossa gratidão, afeto e comunhão no serviço que oferece a Deus e à Igreja. Mas, sobretudo, em sinal de gratidão por aquele “resplendor da verdade no mundo” que o seu alto Magistério continuamente realiza”. O pedido é feito para que o povo de Deus, e em especial os sacerdotes, ofereçam “sessenta horas de Adoração Eucarística”, continuadas ou distribuídas durante este mês de junho, pela santificação do clero e para obter de Deus o dom de novas e santas vocações sacerdotais”.

Sessenta anos vivendo e agindo como alter Christus, oferecendo o santo sacrifício da Missa, que torna Jesus, em corpo, sangue, alma e divindade, presente nos altares: “remédio da imortalidade, antídoto para não morrer”.

Ser sacerdote é ser, ao mesmo tempo, o homem do culto, o homem profeta e o homem de governo; essas são as três perspectivas do sacerdócio, as três definições do ser padre, os três retratos de si mesmo, que em seu conjunto constituem o único. Partindo do carisma do exercício do governo, que essencialmente é serviço, o ministério sacerdotal é sintetizado no serviço da palavra e dos sacramentos, especialmente no da Penitência e da Eucaristia. A consagração sacerdotal deve ser vista à luz da consagração de Cristo na Encarnação. Ele é aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo, para que o mundo fosse salvo por meio dele. Assim, todo sacerdote é consagrado para exercer intimamente unido ao sacerdócio de Cristo, a sua missão de levar os homens até Cristo na administração dos sacramentos.

Chamado a agir in Persona Christi, o sacerdote é chamado a viver a santidade como busca constante da sua espiritualidade que, em linhas gerais, deve ser: espiritualidade ministerial, ou seja, de “conformação” ao Cristo cabeça, pois a sagrada ordenação imprime nos ordenados um caráter ontológico que, configurando-o a Cristo, o eleva à condição de seu representante e o habilita a agir em seu nome; espiritualidade esponsal, pois, de fato, na tradição ocidental, vem eleito ao presbiterato quem já se tornou disponível para dedicar totalmente a Cristo o seu próprio coração e o próprio corpo. Essa total “dedicação” foi considerada como um verdadeiro dom da consagração sacerdotal; espiritualidade fraterna, essa é aquela da amizade, que, em virtude da sagrada ordenação e de missão de todos os presbíteros, são ligados entre si por uma íntima fraternidade, amizade que conduz à própria comunicação da fé, salvando o presbítero da solidão e do ativismo, que o ajuda a ser forte e fiel, impulsiona-o a dedicar-se com ainda mais generosidade ao seu ministério.

Somos convidados a fazer dessa ocasião um momento de profunda oração, recordar os sessenta anos em sessenta horas de louvor a Jesus Eucarístico, o sacerdote, altar e cordeiro, agradecendo a Deus por ter chamado o nosso Papa para esse ministério e, ao mesmo tempo, por chamar, a cada dia, homens que se disponham a ser dispensadores dos mistérios da misericórdia de Deus.

Essas sessenta horas em nossa Arquidiocese serão celebradas entre os dias 20 de junho e 1º de Julho, conforme orientações e sugestões distribuídas às paróquias. Será essa, certamente, a nossa forma de estar presente à festa do Santo Padre, e dar de presente essa verdadeira coroa de orações, ao mesmo tempo em que rezamos pelos nossos padres.

Unamo-nos, pois, nesta jornada eucarística, às orações do Santo Padre, que são, sem dúvida, de grande desejo para que todos os sacerdotes, recordando a grande vocação a que foram chamados, vivam-na na santidade, imitando aquele que é santo por antonomásia, que é três vezes santo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia Mundial das Comunicações



04/06/2011
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano
Neste domingo, 5 de junho, Solenidade da Ascensão do Senhor, celebramos o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Lançamos oficialmente neste final de Semana o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, que acontecerá no Rio de Janeiro de 17 a 22 de julho próximos, precedido do 1º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil.

Nesta mesma semana estaremos celebrando a Novena em preparação a Pentecostes e a Semana de Orações pela unidade dos cristãos. Sem dúvida que tudo isso tem muito a ver também com a comunicação entre nós.

O Dia Mundial das Comunicações, único criado pelo Concílio Vaticano II, afigura-se como um convite direcionado, indistintamente, a todos nós para refletirmos e agirmos com compromisso cristão e ético nas fronteiras da Comunicação Social – patrimônio da humanidade que ganha, no mundo de hoje, contornos nunca antes imaginados, que se modificam em velocidade estonteante, em escalas exponenciais.

Como de costume, a cada ano temos a feliz oportunidade de aprofundar um tema em voga que contribua para avaliarmos as mudanças, os cenários, promessas e desafios que a comunicação, sobremaneira, em sua feição tecnológica, provoca. O tema que o Papa Bento XVI escolheu para 2011 não poderia ser mais prolífico e adequado aos nossos tempos: “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O assunto que esse tema enseja possui o frescor da atualidade e exorta a todos a restituir a verdade e autenticidade no anúncio da Boa-Nova. Para tanto, a missão de cada um de nós é, antes de tudo, reafirmar a essência das mídias, antigas e novas, recuperando as sábias palavras do Papa Pio XII: “[...] os maravilhosos progressos técnicos, de que se gloriam nossos tempos, sem dúvida, são fruto do engenho e do trabalho humano”, a fim de que cada cristão e cada cristã possa fazer do universo da comunicação social um espaço autêntico de propagação da Verdade que é Jesus Cristo.

Não podemos nos abster de cumprir essa tarefa no momento em que os artefatos tecnológicos ocupam posição central e abarcam todos os domínios da atividade humana. É necessário que coloquemos em funcionamento operadores éticos, que coíbam abusos e favoreçam a emancipação humana nesse terreno.

As observações do Santo Padre, o Papa Bento XVI, na mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, não deixam margem à dúvida no que se refere à importância da comunicação em nossas vidas: “Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a Revolução Industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante a uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.”

A realidade construída pela comunicação digital é irreversível, como sabemos, fazendo surgir uma cultura nova, afetando, em larga medida, os relacionamentos. A propósito, é aos relacionamentos que o Papa Bento XVI dedica parte significativa de sua bela mensagem. Num contexto em que as informações e o conhecimento são permutados intensivamente, em que as fronteiras entre emissor e receptor de mensagens são diluídas, é necessário que tenhamos consciência do nosso papel e das consequências dos nossos atos. Os intercâmbios no espaço digital não devem se oferecer apenas para troca banal de dados, como adverte o Santo Padre, tampouco estar subjugados a ilusões narcísicas de satisfação imediata e superficial do eu, mas deve, primordialmente, favorecer o diálogo e a partilha.

Com tanto mais razão, essa advertência do Papa Bento XVI é direcionada, prioritariamente, aos jovens, por se constituírem polo de atração vulnerável ao estabelecimento de novos contatos, novas descobertas, ao exercício da visibilidade – possibilidades expressamente exploradas pela internet. Por extensão, essa advertência deve ressoar nos corações e mentes dos adultos, deve impulsionar a todos para buscar efetivamente partilhas, consolidar laços, arregimentar amizades sem, contudo, cairmos nas armadilhas do artificialismo, tampouco nos isolarmos em um mundo virtual paralelo onde os relacionamentos à distância nos satisfaçam provisoriamente.

A esse respeito, o Santo Padre nos pergunta: “Quem é o meu próximo?”, “em qual mundo vivemos?”. Sem contestar os avanços logrados pela internet, Bento XVI esclarece que esses mundos virtuais não substituem o relacionamento interpessoal. Com as novas tecnologias podemos nos encontrar para além dos “confins do espaço e das próprias culturas”, e isso supõe uma coerência de vida e honestidade de princípios. É o retorno do velho ditado que o segredo está justamente no “ser humano”, um operador desses veículos de transmissão e informação. Essas advertências nos levam a refletir sobre o papel da evangelização nesse contexto.

A busca de amizades e de laços afetivos torna o espaço das mídias sociais um lugar de intensas movimentações e exibição de si próprio (pensamentos, desejos e ações). O lastro que a cultura virtual vai deixando em nossa trajetória abre um leque diverso de oportunidades: não raro vemos a exploração dessas mídias para a propagação de candidatos a cargos políticos, para difamações de pessoas, de grupos étnico-raciais, para convocação momentânea de manifestações públicas. O alcance dessas mídias são ferramentas indispensáveis, que chegam a ser fonte de notícias para os jornais impressos.

Os relacionamentos efêmeros e as trocas passageiras encetadas pela internet e outros dispositivos digitais, por sua vez, nos conduzem a uma ponderação ainda mais profunda: qual ideal de humano temos e qual podemos construir? Certamente, o desenrolar dessas questões nos reenvia para os modos de utilização desses meios. A Igreja, no seu compromisso com uma outra comunicação, vem dotando seus fiéis com vários estudos e debates consubstanciados em textos e documentos, a exemplo de Igreja e Internet (28.02.2002), Ética na Internet (28.02.2002) e Ética nas Comunicações Sociais (02.06.2000), além da carta apostólica O Rápido Desenvolvimento (24.01.2005). A propósito, essas mesmas preocupações estão previstas de maneira resumida no documento conciliar Inter Mirifica, que completará cinquenta anos em 4 de dezembro de 2014.

Não nos olvidemos: as múltiplas possibilidades de interação com os meios digitais, com a cultura virtual não podem e nem devem estar desvinculadas do diálogo que vivifica, da comunhão que nos redime, a fim de que a grande rede seja, de fato, uma instância criativa de identificação coletiva, de aproximação do outro e, fundamentalmente, de transmissão do Evangelho.

A nossa vocação não pode ser desprezada, pois somos chamados a testemunhar com coerência os juízos, perfis, escolhas, preferências, de maneira que transpareçam as razões “de nossa esperança”, a proclamar que Cristo “constitui a resposta plena e autêntica”.

Especialmente para nós, no Brasil, esse Dia Mundial das Comunicações vai ressoar as conquistas oriundas do trabalho da Comissão Episcopal, procurando sempre dar a resposta plena e autêntica a Jesus Cristo, com a graça de Deus: a criação da Signis Brasil, instituição articuladora por congregar todos os meios de comunicação católicos de nosso país, e a publicação do documento de Estudos da CNBB n. 101, intitulado A comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil, base fundamental para a construção do futuro Diretório das Comunicações, ainda tão sonhado e desejado, são alguns empreendimentos que visam fazer dos tentáculos comunicacionais instrumentos a serviço da obra de Deus. A criação da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, criada em nossa Assembleia Geral, realizada em Maio em Aparecida, demonstra o apreço e a importância que o nosso episcopado dedica a esse tema.

Menção seja dada também à equipe de assessoria nacional da Pastoral da Comunicação, que vem dedicando suas reflexões e estudos para oferecer análises e propostas adequadas aos comunicadores, por meio da publicação de novo livro sobre a nossa estimada Pastoral da Comunicação (Pascom). Não podemos deixar de recordar novamente do Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil, a ser realizado em julho deste ano, promovido em parceria com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Esse seminário procura reposicionar as discussões sobre o tema, levando em conta as reflexões contidas na mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações de 2011, bem como as diretrizes estabelecidas pela Igreja para esse expediente.

Uma nova cultura está nascendo através de uma nova linguagem e nos lança desafios enormes diante da mudança de época que ora vivemos. Dessa maneira, resta-nos convidá-lo a integrar a geração digital, com a plena convicção de que somos chamados a aceitar o desafio de fazer dessas novas formas de expressão o areópago digital, onde Cristo mostra seu rosto e nos convoca para a conversão. Portanto, o nosso desafio é trabalhar em nossas comunidades, paróquias, pastorais de comunicação, propagando o tema do Dia Mundial e colaborando para que a “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital” seja uma realidade incontornável em nosso entorno e no mundo.